terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

LEIBNIZ E MARX

Uma das mais belas obras filosóficas contemporâneas intitula-se "A Dobra", de Gilles Deleuze, em que este autor trata das relações entre Leibniz e o barroco.

Leibniz inventou o cálculo matemático, simultaneamente com Newton, mas o que é o desenvolvimento histórico da matemática senão uma dobra barroca contínua das operações matemáticas sobre elas mesmas?

Sim, nesse diapasão, a soma, verbi gratia, converte-se em multiplicação que, por seu turno, convola-se em potência, e assim sucessivamente, de forma cada vez mais elevada, abstrata e distante da origem.

Nisso, a matemática simula o próprio capital em sua acumulação infinita, mediante a transformação da mais-valia em capital, isto é, o capital também constitui uma dobra barroca contínua. 

Talvez por tal razão Karl Marx tenha se debruçado com tanto afinco ao estudo da obra matemática de Leibniz. 

Hipóteses sub judice.






por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA, historiador.  

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

A METAMORFOSE, DE KAFKA A MARX.

A fragmentária e inconclusa obra literária de Franz Kafka exibe uma exceção, qual seja, a novela intitulada "A metamorfose", publicada ainda em vida e com a qual esse autor inescapável inaugura uma vertente artística que abroquela desde o teatro do absurdo até o realismo mágico.

Tal monumento literário encerra, ainda, conexões profundas com, pasmem, o socialismo científico, nos seguintes termos:

O dinheiro, aspecto abstrato e autonomizado da forma-mercadoria, guarda o condão de se metamorfosear, cotidiana e prosaicamente, em qualquer coisa, em qualquer valor de uso, da mesma forma como o caixeiro viajante Gregor Samsa transforma-se em um monstruoso inseto da forma mais prosaica e burocrática possível, totalmente sem rebuços.

Mas o milagre cotidiano da metamorfose do dinheiro em outras coisas encerra um paroxismo: a transformação do próprio ser humano em mercadoria, isto é, em força de trabalho, reduzindo-o assim a mero apêndice do capital, em suma, uma monstruosidade cotidiana que, todavia, não assusta nem deixa mais ninguém perplexo, dada a sua naturalidade no já vetusto modo capitalista de produção.

A monstruosidade da metamorfose de Kafka assemelha-se, assim, àquela de Karl Marx ao denunciar a exploração cotidiana do ser humano metamorfoseado na mercadoria consubstanciada na força de trabalho.

E da mesma forma como Kafka e Marx operam essa monstruosa metamorfose cotidiana e prosaica, assim também Alberto Giacometti metamorfoseia o ser humano em uma figura abstratamente esquálida e desprovida de textura existencial, como a força de trabalho, mas isso será oportunamente investigado. 





por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA, historiador. 

domingo, 1 de fevereiro de 2026

ÓDIO DE CLASSE

Meu professor de matemática, um exímio e talentoso profissional da área de ciências exatas, sugeriu-me uma objeção ao socialismo científico veiculada por ninguém menos do que Bertrand Russell, em que ele desaprova o ódio entre classes sociais, suscitando destarte, no meu humilde modo de entender, uma questão complexa e tormentosa para o marxismo.

Louis Althusser, filósofo marxista francês, asseverava que os seres humanos são meros vetores de determinações estruturais do capital, o que se exibe infenso à noção jurídica de culpabilidade, bem assim contrário ao livre arbítrio dos seres humanos: isso também vem sendo muito bem investigado pelo neurocientista Robert Sapolsky, máxime em sua obra intitulada "Determinados".

Creio que a luta política entre classes sociais antagônicas mostra-se inevitável, mas o ódio subjetivo e pessoal que conduz a carnificinas históricas, e a verdadeiras hecatombes humanas, isso pode e deve ser evitado, talvez com indenizações como aquilo que venho denominando "renda do capital", vide meu texto intitulado "Ecologia", aqui publicado.

Todavia, a opinião acima, dirão, também é socialmente determinada pela minha condição pequeno burguesa. 

Enfim, um tema extremamente complexo.




por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA, historiador. 

sábado, 31 de janeiro de 2026

APÊNDICE: CIÊNCIA E MITO.

Com supedâneo na publicação imediatamente precedente neste portal eletrônico, parece interessante constatar certa, digamos, ubiquidade do itinerário ou mecanismo de ascensão do abstrato ao concreto, típico do movimento histórico do capital que, à toda evidência na revolução industrial inglesa do século XVIII, ascendeu do dinheiro ou circulação de mercadorias (seu aspecto abstrato) para o mundo concreto da produção material de mercadorias.

Tal itinerário ou mecanismo de ascensão do abstrato ao concreto é reivindicado como método científico pelo materialismo histórico e dialético e também se exibe presente nos mitos de Prometeu, Fausto e Frankenstein, bem assim na teologia cristã do Deus que, na figura do Cristo, se materializa e vive entre os seres humanos.





por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA, historiador. 

FRANKENSTEIN, OU O PROMETEU MODERNO.

Para Karl Marx, o escopo do método científico consiste em ascender do abstrato ao concreto, tanto que sua predileção, em termos de mitologia grega, recaía sobre o mito do Titã Prometeu, que enganou Zeus (abstrato) para beneficiar os homens (concreto), roubando o fogo sagrado do Olimpo para lhes atribuir inteligência e progresso.  

O capital, sob prisma histórico, reproduz o mesmo percurso do método científico, ao ascender do âmbito do dinheiro ou circulação de mercadorias (abstrato) ao âmbito da produção de mercadorias (concreto), e o mesmo poderia ser afirmado da própria teologia cristã, com Jesus Cristo como Deus encarnado.

O cientista Victor Frankenstein, do romance homônimo de Mary Shelley, age como um Prometeu moderno ao criar um monstro que supera os próprios seres humanos em força física e inteligência.

Hodiernamente, o capital parece percorrer o trajeto inverso, ao criar uma inteligência artificial (aspecto ou pensamento abstrato), a partir de elementos da revolução digital (aspecto concreto), que pode ou tem o potencial de superar a própria inteligência humana.

Daí a longevidade do mito prometeico e do romance de Mary Shelley, contemporânea de Karl Marx. 





por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA, historiador.   

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

SINGULARIDADES

Diz-se que o indivíduo de determinada espécie biológica, como a humana, verbi gratia, constitui uma singularidade, pois é único, isto é, não há nada efetivamente idêntico a ele, nem mesmo no caso de gêmeos univitelinos. 

Todavia, se o indivíduo fosse de fato uma singularidade, a biologia e a medicina seriam impossíveis, e não haveria qualquer tratamento médico possível.

No entanto, as vacinas, por exemplo, funcionam, apesar dos hodiernamente denominados "antivax".

Mas parece que no universo físico há de fato singularidades, por exemplo, nos pontos de infinita densidade encontradiços nos buracos negros, descritos por Roger Penrose, em que as leis e as equações matemáticas da ciência da física param de funcionar.

Equações "matemáticas"...

Bem, já tivemos a oportunidade de obtemperar aqui neste portal eletrônico que a noção de número configura uma abstração total, no sentido de que o número pode referir-se a qualquer coisa e, portanto, abstrai todas as particularidades ou singularidades dessa própria coisa.

Nada obstante, o número, a saber, a finitude pressupõe dialeticamente a noção de infinito, seu contrário, mas a matemática, como as equações da física, verbi gratia, não funciona para quantidades infinitas, vide o aludido caso das singularidades físicas, isto é, dos pontos de densidade infinita dos buracos negros.

Seria a matemática uma ferramenta útil, mas ainda pobre e incompleta para descrever a realidade?

Tais indagações antolham-se-me ainda um mistério...





por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA, historiador.   

CAIO PRADO JÚNIOR

Imperioso confessar que cometi grave impropério e deslize ao olvidar, na homenagem a Jacob Gorender aqui publicada, o nome de CAIO PRADO JÚNIOR, o maior historiador brasileiro de todos os tempos, promotor de uma verdadeira revolução historiográfica, uma efetiva cesura epistemológica que inaugurou a tradição marxista no Brasil ao descortinar o real sentido da colonização, da qual são caudatários o próprio Gorender e outro exímio profissional, o Fernando Novais, este ainda em plena atividade. 

Caio Prado simplesmente complementa o monumento intitulado O Capital, de Karl Marx, ao encaixar o Brasil colonial nos eixos da assim denominada acumulação primitiva de capital, descrita na obra mencionada, de tal sorte que os cercamentos na Inglaterra e o antigo sistema colonial não são doravante inteligíveis separadamente.

Sem embargo, se no caso dos cercamentos britânicos temos a formação da mercadoria consubstanciada na força de trabalho, mediante dissociação violenta entre trabalhadores e meios de produção, no caso do antigo sistema colonial observamos a consolidação e acumulação do dinheiro como forma de extração de mais-valia, que no período colonial ainda acontecia no âmbito da circulação de mercadorias e não no âmbito da sua produção, mediante compressão dos preços dos produtos das colônias. 

Mas o antigo sistema colonial demandava um aparato estatal burocrático-militar sobejamente oneroso que entrou em crise, de tal sorte que sua solução foi a extração de mais-valia no próprio processo de produção de mercadorias, através da constituição do capital propriamente dito na grande revolução industrial inglesa do século XVIII, em que o dinheiro apropria-se de tal processo de produção. 

Caio Prado Júnior, Fernando Novais e Jacob Gorender são de fato historiadores da mesma estirpe de Karl Marx, ou seja, a estirpe dos gigantes da historiografia mundial. 






por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA, historiador. 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

NONADA

A junção de "non" com "nada" resulta em "nonada", locução do vernáculo castiço e arcaico com que João Guimarães Rosa inaugura a narrativa de sua obra mais emblemática (a monumental "Grande Sertão: veredas"), palavra esta que habitualmente significa coisa sem importância, irrisória, mas o fato é que sua tônica etimológica está na partícula "nada", e é deste pressuposto que partiremos aqui.

Sem mais rebuços, o "nada" de Rosa coincide com o próprio "sertão", esse lugar árido e deserto que, assim como o "capital" de Karl Marx, aparece tanto como elemento concreto quanto como categoria abstrata, como valor de uso e como valor de troca.

Mas o capital, bem assim o dinheiro, compartilha com o sertão rosiano o jaez de ser simultaneamente nada e tudo, algo que em si não vale nada, mas que pode se convolar em qualquer coisa.

Sim, pois o sertão rosiano, em que a existência humana exibe-se em todas as suas facetas (como Deus e como Diabo), confunde-se com o próprio mundo ou universo, mas este último também encerra o condão de ser nada, eis que a cosmologia padrão da história do universo coloca o ponto infinitamente denso, ou seja, o nada, como seu início e, provavelmente, seu fim. 

Destarte, em nossa moderna concepção de mundo, a saber, em nossa hodierna Weltanschauung ou cosmovisão, profundamente arraigada no capital, parece lícito ventilar a hipótese consoante a qual, para Guimarães Rosa:

NONADA = SERTÃO = CAPITAL

Hipóteses sub judice. 






por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA, historiador. 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

DOIS PROBLEMAS

O capital encerra fundamentalmente dois problemas, derivados do duplo aspecto da forma-mercadoria como valor de uso e valor de troca, a saber, a contradição básica entre o processo de circulação e o processo de produção de capital. 

Destarte, temos que:

1. Quanto ao processo de circulação, a divisão do trabalho, atrelada ao valor de uso das mercadorias, ao mesmo tempo que aumenta a força produtiva do trabalho, provoca o caos entre oferta e demanda econômicas, em razão da propriedade privada dos meios de produção e ausência de coordenação centralizada de tal produção;

2. Quanto ao processo de produção, atrelado ao valor de troca da mercadoria, o aumento inexorável da composição orgância do capital, decorrente da concorrência intrínseca ao processo de circulação, provoca uma tendência declinante da taxa de lucro desse capital e, consequentemente, sua crise;

De 1 e 2 dessume-se a contradição também básica entre forças produtivas e relações de produção, de tal sorte que a solução para o capitalismo, ou modo capitalista de produção, seria:

1. Abolição da propriedade privada, com instituição da propriedade coletiva dos meios de produção e decorrente dissolução da mais-valia e do lucro;

2. Instituição da economia centralmente planificada, mediante informações descentralizadamente colhidas por meios eletrônicos, com decorrente resolução do problema entre oferta e demanda econômicas.

No que pertine à contradição básica entre forças produtivas e relações de produção, temos que:

1. No âmbito do capitalismo, as forças produtivas desenvolvem-se de forma mais célere do que as relações de produção, eis que o processo de centralização de capital e formação de monopólios é obstado pela propriedade privada dos meios de produção;

2. No âmbito do socialismo soviético, as relações de produção desenvolveram-se mais celeremente do que as forças produtivas, as quais não atingiram a revolução digital necessária para a planificação econômica. 

Hipóteses sub judice.






por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA, historiador.       

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

ANTIVAX, PARTE 2.

Já tivemos a oportunidade, aqui, de suscitar a hipótese consoante a qual o Estado produz, através de serviços como saúde, educação, previdência social e monopólio da violência, a mercadoria consistente na força de trabalho, ou seja, a própria classe trabalhadora, a qual produz em conjunto, por seu turno, a riqueza das nações. 

Mas o processo capitalista e estatal de produção da força de trabalho exibe, evidentemente, contradições flagrantes, como a educação, que pode difundir pensamento crítico apto a questionar todo o sistema, como aquele veiculado pelo socialismo científico. 

Tomemos o caso dos serviços de saúde e saneamento.

Ora, o progresso de tais serviços conduz inexoravelmente a problemas de jaez demográfico, tais como o envelhecimento da população pelo aumento da longevidade, verbi gratia, o que aumenta a despesa pública com saúde e previdência social e, via oblíqua, a dívida pública como um todo.

Hodiernamente, a grande maioria dos assim designados países ricos e desenvolvidos, máxime na Europa, Reino Unido e Japão, apresenta o alarmante problema de dívida pública maior do que o respectivo PIB, o que tolhe investimentos estratégicos para o desenvolvimento capitalista e provoca queda de crescimento econômico. 

Daí o advento de correntes neoliberais que se voltam agora contra os gastos com saúde pública, máxime contra o serviço de vacinação da população, o assim designado movimento ANTIVAX, cuja personificação mundial recai sobre a triste figura do advogado Robert F. Kennedy Jr., atual secretário de saúde yankee. 





por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA, historiador.    

ANIVERSÁRIO DO NÚCLEO DE ESTUDOS D´O CAPITAL DO PARTIDO DOS TRABALHADORES

Em 10 de agosto próximo, este núcleo partidário completará 35 anos de atividades ininterruptas, sempre atuando na divulgação e estudo do socialismo científico, seja através de eventos pessoais, seja através de publicações escritas, veiculadas por intermédio, principalmente, das revistas Praxis (já extinta), Mouro e do vertente portal eletrônico (blog).

Para celebrar tal conquista, tomo a liberdade de convidar a todos, sem exceção, a publicar textos curtos sobre este núcleo partidário ou sobre o socialismo científico em geral no vertente blog.

Nesse intuito, basta encaminhar seu texto para o endereço eletrônico abaixo, colimando a sujeição do escrito ao crivo do corpo editorial deste portal eletrônico:

luisfernando.jef@gmail.com

Muitíssimo grato, saudações socialistas do 





NÚCLEO DE ESTUDOS D´O CAPITAL DO PARTIDO DOS TRABALHADORES

ORELHA

A morte violenta, provocada por seres humanos, do cão comunitário chamado "Orelha", em uma praia do litoral do estado de Santa Catarina, no Brasil, reacendeu a polêmica em torno da proteção dos animais contra maus-tratos por humanos, prevista tanto na Constituição como em lei federal de tal país. 

Sempre ouvi dizer que a proteção legal a animais colima na verdade despertar a bondade e o altruísmo nas relações sociais entre os próprios seres humanos.

Ora, se a lei precisa impor tal tipo de sentimento entre seres humanos, dessume-se que as relações sociais atuais não o fomentam habitualmente, prevalecendo o egoísmo e certa maldade no trato social, o que parece ter fundamento empírico. 

O verdadeiro e concreto altruísmo, ao que parece, somente aflora em determinadas condições e relações sociais em que o bem-estar de cada um depende do bem-estar de todos, e vice-versa, algo que somente pode ocorrer em dada sociedade sem divisão de classes sociais e Estados-nações beligerantes, isto é, no comunismo mundial vindouro. 

Dirão: mas a maldade é um dado ínsito ao homo sapiens enquanto espécie biológica!

Tudo bem, mas sabemos, desde Darwin, que as espécies biológicas evoluem.





por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA, historiador. 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

TELEOLOGIA

Sou francamente adepto da teleologia intrínseca às filosofias de Aristóteles e Hegel, e acredito piamente que Karl Marx também era caudatário de tal vertente de pensamento. 

Nesse diapasão, a obra intitulada O Capital, de autoria deste último expoente da dialética, exibe uma evidente evolução de qualidade em relação ao Manifesto Comunista:

Sem embargo, se, no Manifesto, a liberdade inerente à possibilidade de variegados desdobramentos das lutas de classes é infensa a qualquer forma de teleologia, em O Capital, regido por uma lógica dialética implacável na sucessão histórica das categorias econômicas, tanto o capitalismo quanto o vindouro comunismo, bem assim os modos de produção antediluvianos, exibem-se necessários e inescapáveis, sob pena de naufrágio da espécie do homo sapiens. 

Esta forma de teleologia, portanto, encerra certa liberdade, digamos, vigiada.

Explico:

Assim como o proletário tem a liberdade de trabalhar ou morrer de fome, assim também a humanidade tem a liberdade de alcançar o comunismo mundial ou desaparecer por guerra ou catástrofe ambiental.

A história, assim como os proletários, é, nesse sentido, "livre como os pássaros".





por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA, historiador. 

sábado, 24 de janeiro de 2026

OBRAS INCONCLUSAS

Sempre fui atraído por aquilo que é vencido, derrotado e inconcluso, o que talvez esclareça minha predileção pelas obras de autores como Franz Kafka, Fernando Pessoa e, obviamente, Karl Marx!


Lincoln Secco foi quem me chamou a atenção para o fato de que talvez a obra postumamente publicada ou ainda inédita do Mouro de Trier seja mais ampla e vasta do que aquela acabada e publicada em vida, algo que me parece consentâneo com o método científico do materialismo histórico e dialético.


Sem embargo, os livros segundo e terceiro de O Capital foram postumamente editados e publicados por Friedrich Engels e exibem material notoriamente controverso, tal como evidenciado pela crítica de Rosa Luxemburgo ao aludido livro segundo, bem assim o problema da transformação dos valores em preços de produção insculpido no livro terceiro respectivo.


O Velho Nick também legou em torno de mil páginas manuscritas sobre cálculo diferencial e integral, as quais estão sendo gradual e parcialmente publicadas e estudadas.


Esse material manuscrito imenso teria mesmo a autorização de Marx para ser publicado do jeito que está sendo feito?


Qual o grau de autoria assumido por Engels?


Pretendia Marx conferir um acabamento mais formalmente matemático para sua crítica da economia política?


São questões intrigantes!


Mas uma coisa é certa:


A vida não é só dura; ela também é muito curta!







Por Luís Fernando Franco Martins Ferreira, historiador.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

UMA APORIA

No texto intitulado "Ludopédio", publicado neste portal eletrônico, radica uma aporia relativamente evidente, senão vejamos:

Ora, se assumo que as lutas de classes e as guerras entre nações são de certa forma resultado da competitividade intrínseca ao homo sapiens, qual o motivo para colimar o comunismo mundial vindouro, que abolirá as lutas de classes e as divisões geopolíticas?

Bem, estamos no âmbito das hipóteses, mas parece que as espécies biológicas evoluem e, se o capitalismo e as sociedades que o precederam reforçaram este aspecto da competitividade humana na evolução da espécie biológica respectiva, o comunismo poderá reverter tal tendência da evolução, engendrando uma sociedade mundial fundada na cooperação e fraternidade entre os indivíduos da espécie do homo sapiens. 

Destarte, creio que, no comunismo, a incidência de psicopatia entre os socialmente bem sucedidos será menor do que no capitalismo, e criminosos terão mais dificuldade de circular livremente entre os cidadãos honestos.






por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA, historiador.

A RUÍNA DO TRIPÉ

O tripé (Bretton Woods, 1944; ONU, 1945; OTAN, 1949) está ruindo.

O mundo resultante do final da Segunda Grande Guerra não existe mais. Pode demorar algum tempo para que esses estertores atinjam consequências práticas, mas nada altera o fato consumado.

O genocídio palestino na guerra de Gaza, tão cedo esquecido num mundo digitalizado, implodiu ao vivo a pouca autoridade que ainda restava à ONU. Se ela não desfrutava de exércitos, encerrava, ao menos até meados de 2025, certo prestígio, hoje reduzido a pilhéria e chiste.

A OTAN, aliança militar Europa/EUA está igualmente ruindo. A retirada gradual dos EUA, por vezes silenciosa (como na retirada de recursos humanos e bélicos, pouco noticiada) ou estrondosa (como as pretensões imperialistas na Groenlândia) demonstram com nitidez que o parceiro americano cansou de bancar a segurança do velho continente e, mais do que isso, tal patrocínio ficou inviável e pouco lucrativo economicamente. 

ONU e OTAN pressupõem gastos infligidos a um império que sofre com o maior déficit orçamentário do mundo, representando luxos que se sustentam sobre uma pilha de dólares sem lastro e que só existe por conta do acordo de Bretton Woods, esse tratado que também vai se esvaindo e cujo colapso, em definitivo, pode arruinar o império estadunidense.





por CARLOS CÉSAR FÉLIX VIEIRA, o "PUNK"

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

JACOB GORENDER, PRESENTE!

Jacob Gorender nasceu nesta data há 103 anos e faz muita falta!

Juntamente com Fernando Novais, este ainda em plena atividade, foi o maior historiador brasileiro do século passado, e suas obras são complementares para a elucidação e inteligência do período colonial no Brasil e da assim denominada acumulação primitiva de capital; e, nesse sentido, formam com a obra do próprio Karl Marx um conjunto inextricável de excelência científica. 

Este Núcleo de Estudos do Capital do Partido dos Trabalhadores ostenta a grata satisfação e honra de ter convivido e colaborado com Jacob Gorender de forma longeva e profícua. 

No início da década de 1990, com o antimarxismo em alta por conta do então recente colapso soviético, este núcleo partidário realizou um debate entre Jacob Gorender e outro grande e saudoso colaborador nosso, Paul Singer, na Câmara Municipal de São Paulo, que se constituiu em marco de nossas atividades partidárias e cuja transcrição foi publicada na já extinta revista marxista Práxis.

Nosso camarada e grande publicista e curador marxista, o professor e historiador Lincoln Secco, redigiu duas excelentes homenagens ao querido Jacob Gorender, uma no blog da editora Boitempo, em 21/10/2011, e outra publicada no periódico editado por este núcleo, a revista marxista Mouro, cuja leitura recomendo.

Eu em particular devo muito ao saudoso professor Gorender, que me presenteou com as obras completas de Vladimir Lênin, afora sua contribuição inestimável à historiografia mundial. 

JACOB GORENDER, PRESENTE!






por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA, historiador. 

domingo, 18 de janeiro de 2026

SANGUE E LAMA

O anarquista francês Pierre-Joseph Proudhon costumava asseverar que propriedade é roubo, enquanto o fundador do socialismo científico, Karl Marx, chegou a postular que "o capital nasce escorrendo sangue e lama por todos os poros da cabeça aos pés"

Sem embargo, no nascedouro do capitalismo, através da assim denominada acumulação primitiva, descortina-se o aspecto criminoso e violento do Estado burguês, que não só permitiu como patrocinou o grande movimento histórico de destituir os trabalhadores de seus meios de produção, seja mediante o antigo sistema colonial e escravista, seja através dos cercamentos, e hodiernamente este mesmo Estado mantém a propriedade privada burguesa dos meios de produção por intermédio do monopólio oficial da violência, consubstanciado nas forças públicas. 

Tal origem histórica, digamos, violenta e criminosa do capitalismo, que se perpetua no monopólio estatal da violência, encerra consequências nefastas, como certa permeabilidade e porosidade entre Estado burguês, crime organizado e capital, inclusive com infiltração de indivíduos criminosos no aparelho estatal e no capitalismo financeiro.

É por isso que as investigações das fraudes bilionárias do caso concreto atual do BANCO MASTER, que se situam apenas nos seus pródromos e já provocam celeuma em todas as áreas, atraem os holofotes e a atenção da opinião pública. 





por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA, historiador.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

PARA VINCENT VAN GOGH

Na fungibilidade das cores

Onde prevalece o amarelo do ouro

Cor do dinheiro

Radica a conversibilidade das figuras

E na dissociação entre cor e forma

Situa-se o artista limítrofe

Entre o figurativo e o abstrato

Entre os tempos antediluvianos e o capitalismo

Mas o gênio do universo pictórico

Não logrou êxito no amor

Nem converteu quadros no vil metal





por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA 

RABISCOS D´OESTE: VERSOS LIVRES EM UM MUNDO CATIVO.

1. PARA CESÁRIA ÉVORA.

Mornas no mar

Singram o Atlântico

Com a flor do Lácio a lapidar

Idioma tão romântico

Diva descalça Cesária

Évora, seu nome lusitano

Com paixão atrabiliária 

Glória para o continente africano


2. PARA PINA BAUSCH.

A sensualidade exibe-se provável 

Em corpos chamuscados

Encerrados em mônadas

Sequiosas por solidão

pas de deux impõe-se

Onde imperava outrora

O solista virtuose

De quem emanava o inefável do indivíduo

Mas a dança

Arte do solipsismo

Agora expõe o desejo carnal 

Que do incomunicável mortal faz perene

Ao reproduzi-lo em sua prole

E a sociedade assim perpetua-se

Pela força do amor 


3. PARA JORGE LUIS BORGES.

A bibliofilia poliglota

Confinada em biblioteca

De uma vida que não foi

Mas viveu intensamente

Nos livros em que assimilou toda a História

O tesouro inteiro da literatura universal

E engendrou ficção elevada ao quadrado

Alinhavada em citações de obras imaginárias

Feitas de nostalgia daquilo que não aconteceu

E superou o próprio tempo 

Condensando-se no Aleph

Primeira letra do alfabeto 

Letra A de amor


4. PARA FERNANDO PESSOA.

Nestes versos livres versando sobre poesia

Está a suprema veleidade metalinguística

Mas tudo vale a pena

Quando se cuida dessa pessoa

Que não se perpetuou em prole

Mas multiplicou-se na heteronímia

Com desinibir todas as potencialidades 

Exaurindo todas as possibilidades

Da vida de um funcionário do comércio

Convertida em plenitude existencial

Em infinito universo inédito trancafiado em arca

Uma multidão escondida em um só

Pois à literatura cumpre precisamente isto

Deferir vida para além da vida

Histórias para além da história

Perenizar o mortal

E quão pequenos parecemos

Diante dessas pessoas  


5. PARA JOSÉ SARAMAGO.

Extensas digressões sardônicas

Enveredam por sendas imprevistas

E entrecortam o enredo alegórico

Destituído do silente ponto final

Mas pleno de vírgulas rumorosas

Que mantêm vibrante a música narrativa

E a melodia poética desse fôlego criativo

Com uma novela que contorce a tradição historiográfica

Enquanto outra fustiga as Escrituras Sagradas

Para que outra ainda ressuscite personagens literárias

De sorte que o conjunto da obra

Descortina-se uma única digressão

Que colima aquilo que poderia ser e que não é

Com divisar no porvir a utopia de um novo mundo 


6. PARA DAVID LYNCH.

Se a tela plana de uma pintura 

Carece de profundidade

E a cena em movimento de uma película 

Exibe apenas simulacro de tempo

Então o pintor natural de Málaga decompôs suas figuras em perfis

Enquanto este cineasta rompeu oniricamente

A identidade de suas personagens

Pois o roteiro cíclico de seus filmes

Ruma para o nada

Ausência de início e inexistente o fim

Em permanências movediças e princípios violados

Rostos e corpos convolam-se em outros tantos

E assim caminha a Humanidade que sonha

Nesse surrealismo cubista   


7. PARA EDWARD HOPPER.

Cenas banais e comezinhas

De realismo pictórico insidioso e enganador 

Engendram estranho desconforto 

Com paisagens urbanas desérticas

Em ambientes fantasmagoricamente desabitados

Como uma cidade devastada por hecatombe

Que aniquilara os habitantes

Mas poupara os edifícios 

Onde agora medram espectros e quimeras

Que aterrorizam o espectador

Pelo insuportável solipsismo 

Das personagens que remanesceram

Teratologicamente confinadas

Em sua assombrada incomunicabilidade


8. PARA ALBERTO GIACOMETTI.

Criação humana

A linha reta

Fruto do pensamento abstrato 

Dos antigos geômetras do universo plano

Desforra-se de seu criador

Que ora se exibe em sua humanidade

Precisamente como linha reta

Abstrata

Desenhada no papel

E os traços rabiscados pelo artista

Nos seus desenhos de figuras humanas

Auferem autonomia para suplantar o suporte plano

Cada linha traçada convolando-se em indivíduo

Pleno em sua essência

Como uma linha reta tridimensional

O homem agora é um rabisco

Em sua vida por um fio  






por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA.

DA MORTE (para RABINDRANATH TAGORE, in memoriam)

Apesar dos pesares

A morte pode ser o mais belo 

O mais significativo acontecimento da vida

Quando se vive para as gerações futuras

Com generosidade e altruísmo

Em profunda gratidão 

Do que colhemos das gerações passadas

Legando o nosso melhor

Para aqueles que ainda não nasceram

Como o prazer da sensualidade

Que gera rebentos e prole

O trabalho também pode ser fonte de satisfação

Quando se colima o devir

Como uma floresta que plantamos

Mas cujas árvores não nos farão sombra

Pois a derradeira despedida virá com antecedência

E destarte nos tornaremos imortais pela morte

Na celebração de nossa memória

Pelos nossos descendentes

E pela perpetuação da nossa espécie





por Luís Fernando Franco Martins Ferreira.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

O VELHO NICK E ARISTÓTELES: O FARO DO GÊNIO.

Aristóteles era considerado por Karl Marx (o "velho Nick", como era conhecido em certos círculos) como o maior gênio da Antiguidade, e disso não discordo. 

O filósofo grego asseverava que o coração é o centro do pensamento e das paixões, enquanto o cérebro fica relegado a refrigerador do sangue.

Descartes inverteu essa relação entre coração e cérebro, ao postular que a mente reside mesmo é no cérebro, enquanto o coração é reduzido a bomba hidráulica. 

Hodiernamente, tal relação vem sendo reavaliada pela neurociência, pois o coração encerra um sistema nervoso intrínseco, frequentemente denominado "pequeno cérebro cardíaco", com dezenas de milhares de neurônios aptos a influenciar o cérebro por vias neurais, hormonais e eletromagnéticas.

Posso conceder o meu relato pessoal: numa recente crise psicótica aguda, em que acreditava que a água benta de minha mãe era veneno, percebi batimentos cardíacos estranhos, enquanto desde a introdução, no meu caso, de medicamento para hipertensão arterial, tenho vivido calmaria que não sentia há décadas, com desaceleração tanto do coração quanto da mente. 

Sim, o faro do velho Nick encontrou o faro do gênio aristotélico. 





por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA, historiador. 

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

E CUBA?

Apesar de tudo, há, efetivamente, fortes indícios de que houve conluio e colusão entre as forças armadas venezuelanas e as forças armadas estadunidenses no recente episódio envolvendo o sequestro do presidente Nicolás Maduro. 

Parece que uma revolução de jaez realmente socialista somente pode ser conduzida em plenitude onde há uma crise militar profunda apta a constituir um contingente armado paralelo de extração efetivamente popular e proletária, como ocorreu na Rússia, China e: CUBA!

Não foi exatamente isso o que ocorreu com a assim denominada revolução bolivariana na Venezuela, em que as forças armadas de extração ainda "colonial" permaneceram tutelando o regime político e econômico no país, que não aprofundou a revolução no âmbito das relações de produção socialistas.

Por isso que Trump, em grande medida, ainda não invadiu Cuba:

Afora tal país não oferecer petróleo em abundância, é muito mais difícil corromper as forças armadas cubanas, forjadas no embate direto contra o imperialismo estadunidense e de extração realmente popular.

Em tempo: Lênin dizia que a revolução socialista é precedida de guerra imperialista! 

Onde não há efetiva cisão popular e proletária das forças armadas, a revolução socialista não assume sua faceta verdadeiramente radical.

Hipóteses sub judice.





por LUIS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA, historiador.    

domingo, 4 de janeiro de 2026

O TABULEIRO BÉLICO

Eu tive um professor de relações internacionais e geopolítica na Universidade de São Paulo que costumava asseverar o seguinte: "o mundo é um tabuleiro bélico armado", ou coisa desse mesmo jaez, mas o fato é que ele não levava muito a sério os organismos internacionais como a ONU, nem mesmo Estados como o Vaticano, na exata medida em que não contam com forças armadas próprias.

Sem embargo: quantas divisões de exército próprias tem a ONU ou, digamos, o Papa?

Com efeito, a névoa que exsurgiu após o colapso soviético, consubstanciado na queda do muro de Berlim, despertou sonhos e expectativas dos mais puros e ingênuos diante de uma abstração como o Direito Internacional, mas ontem, 3 de janeiro de 2026, pudemos constatar que a realidade nua e crua bateu mais uma vez à nossa porta e a política do "tabuleiro bélico" despertou como verdade tão cintilante que parece ofuscar as análises dos mais argutos doutores. 

Cuida-se de uma realidade tão cintilante que ocorreu até mesmo acordo entre as forças armadas venezuelanas e o invasor estadunidense, cabendo destacar que uma das exigências dos militares consistiu na interdição da atual portadora do prêmio Nobel da Paz (esse galardão tipicamente Ocidental) como nova mandatária na presidência do país, algo que os EUA informaram de pronto, para frustração dos assépticos e democráticos europeus. 

Qualquer analista geopolítico minimamente honesto abriria o mapa e constataria, de forma tão cintilante quanto o Sol, que a estratégia de tomada das reservas de petróleo da Venezuela começaram "pavimentando" a via de escoamento respectivo no Mar do Caribe, que vai do recém batizado Golfo da América, passando pelo canal do Panamá, Honduras e  El Salvador, até a posição hodierna da frota de guerra, que funciona como escolta para o livre trânsito de mercadorias e petróleo entre a metrópole e a colônia.

O fato é que agora os EUA contam com uma base militar hostil na fronteira entre o Brasil e a Colômbia, mas talvez a realidade cintilante prossiga ofuscando parte da esquerda. 

Enfim, a realidade raiou como o Sol, que teima em se levantar todo o dia. 

Chegou a hora de acordar. 





por CARLOS CÉSAR FÉLIX VIEIRA, o PUNK.

sábado, 3 de janeiro de 2026

VENEZUELA E TAIWAN

Os Estados Unidos da América acabam de invadir a Venezuela, maior reserva mundial de petróleo, enquanto a China demonstra avidez evidente pela reincorporação da ilha de Taiwan, maior produtor mundial de semicondutores de alta tecnologia. 

Em 3 de setembro de 2015, neste portal eletrônico, concedi entrevista ao meu camarada Carlos César Félix Vieira, o Punk, em que este destacava a importância do petróleo para a economia mundial, enquanto eu enfatizava o predomínio da tecnologia da informação no mesmo âmbito.

Parece que ambos estávamos corretos, pois petróleo e tecnologia da informação continuam a dar as cartas na geopolítica mundial, com Estados Unidos ávido pelo primeiro item, e China salivando pelo segundo, consoante suas atuais necessidades decorrentes do respectivo estágio de desenvolvimento econômico. 






por LUIS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA, historiador. 

JOSÉ DIRCEU SOBRE A SITUAÇÃO VENEZUELANA

Nossa Constituição é imperativa, defende a independência e a autodeterminação dos povos, a não intervenção, a igualdade entre os Estados, a solução pacífica dos conflitos e a defesa da paz.

Apoiados na nossa Constituição,  repudiamos a agressão militar dos Estados Unidos contra a República Bolivariana da Venezuela e expressamos nossa solidariedade ao povo e ao governo da Venezuela.


José Dirceu, a convite e com total endosso do Núcleo de Estudos do Capital do Partido dos Trabalhadores.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

SUGESTÕES MUSICAIS COMPLEMENTARES

1. Arabesques, de Debussy;

2. Impromptus, de Schubert;

3. Concerto para violino, de Tchaikovsky;

4. Concerto para a mão esquerda, de Ravel;

5. Sinfonias n. 25 e 40, de Mozart;

6. Concerto n. 21 para piano e orquestra, de Mozart;

7. Concerto n. 1 para piano e orquestra, de Brahms;

8. Sinfonia n. 1 "Titã", de Mahler;

9. Concerto n. 2 para piano e orquestra, de Chopin;

10. O cravo bem temperado, de Bach. 







por LUIS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA, historiador. 

SUGESTÕES MUSICAIS ADICIONAIS

1. Cantata Alexandre Nevsky, de Prokofiev;

2. Mar calmo e viagem próspera, de Mendelssohn

3. Sinfonia n. 8 inacabada, de Schubert;

4. Sinfonia n. 5, de Bruckner;

5. Festina lente, de Arvo Pärt;

6. Miserere, de Arvo Pärt;

7. A sagração da primavera, de Stravinsky;

8. Petruchka, de Stravinsky;

9. El sombrero de tres picos, de Manuel de Falla;

10. Noches en los jardines de España, de Manuel de Falla.






por LUIS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA, historiador.  

ANTIVAX

 A triste figura do atual secretário de saúde dos Estados Unidos da América, Robert F. Kennedy Junior, lidera o maior movimento contra a saúde pública mundial dos últimos anos, a hodierna campanha contra a vacinação da população. 

Durante a pandemia da COVID, o índice estadunidense U-6, que mede a taxa de desemprego e subemprego, chegou a estratosféricos 23%, contra atuais 8,7%, com uma média histórica de aproximadamente 10%.

Talvez o secretário estadunidense de saúde pense que a vacinação aumenta a taxa de emprego, o que pressiona os salários para cima e reduz, portanto, as taxas de lucro.

Mas também sabemos que a saúde pública configura os faux frais de produção da força de trabalho pelo Estado capitalista, cuja redução também encerra o condão de aumentar as taxas de lucro, máxime quando a dívida pública estadunidense situa-se em níveis também estratosféricos. 

Enfim, não creio que o secretário de saúde aludido seja uma má pessoa, ele é apenas um homem de negócios, que só está pensando em business. 




por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA, historiador.