quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

PARA ALÉM DE DETERMINISMO E ALEATORIEDADE, OU CONJECTURAS SOBRE LÓGICA DIALÉTICA.

Determinismo e aleatoriedade são duas facetas do mesmo modo de pensar da lógica formal e apofântica, que observa o princípio da não contradição. 

Destarte, o determinismo segue o princípio da identidade (ser), enquanto a aleatoriedade obedece ao princípio da probabilidade (poder ser), mas ambos deixam de abroquelar a negação e a contradição (não ser). 

Já a lógica dialética procura apreender o devir e o movimento (vir a ser), operando através de contradições sucessivas e, portanto, abroquelando a afirmação (ser), a negação (não ser) e a negação da negação (vir a ser), ou seja, o movimento de sínteses através de teses e antíteses. 

Logo, a oposição, verbi gratia, na mecânica quântica entre Albert Einstein e Niels Bohr, quanto ao determinismo e à aleatoriedade na física subatômica, somente pode ser superada mediante a lógica dialética, algo que ainda não foi resolvido. 

Hipóteses sub judice.




por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA.  

TEMAS SOBRE GREVE GERAL MUNDIAL E GEOPOLÍTICA.

O mais importante político e estadista no mundo hoje atende pelo nome de LULA, o sindicalista brasileiro que derrotou a ditadura militar no Brasil e vem mitigando com galhardia o hodierno fascismo bolsonarista neste país.

Diante do fiasco da estratégia eminentemente militar da guerrilha urbana e rural contra a ditadura implantada no Brasil em 1964, Lula adotou a greve econômica como meio por excelência de luta política, logrando êxito retumbante ao paralisar o aparato industrial que servia de sustentáculo ao regime autoritário brasileiro. 

No âmbito geopolítico hodierno, os BRICS desempenham função industrial predominante no mundo, enquanto os Estados Unidos garantem seu poderio com espeque no capital fictício das finanças e na economia digital que atua mais na orbe do processo de circulação do que propriamente no processo de produção de capital, isto é, os yankees repousam sobre os pés de barro do capitalismo financeiro e digital, que não se sustenta sem a produção industrial e material em geral dos BRICS, o que explica, em grande medida, a animosidade atual de Donald Trump contra tal associação internacional. 

Uma greve geral mundial conduzida por Lula, apta a paralisar o complexo industrial dos BRICS, reduziria a pó o capitalismo mundial e abriria uma vereda sem volta ao comunismo em todo o planeta. 

Hipóteses sub judice.




por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

AINDA SOBRE O LABORATÓRIO, OU PARTIDO E ACADEMIA.

Muito provavelmente, Gyorgy Lukacs tenha sido o pensador marxista que melhor compreendeu a questão da consciência de classe, mas esta instância do real não vale nada sem o concurso da praxis política revolucionária, isto é, a prática política informada pela ciência do socialismo, ou seja, pelo socialismo científico.

Mas ciência e política estão habitualmente separadas em academia e partido político, de tal sorte que o ideal seria juntar as duas em um partido acadêmico ou numa academia partidária. 

No texto intitulado "O legado londrino", aqui publicado, defendi a tese de que o partido político é um proto-estado na iminência de se convolar no próprio Estado, de tal sorte que o partido político socialista e revolucionário deve mimetizar e reproduzir internamente as instituições políticas de uma futura sociedade socialista, tais como as formas democráticas do vindouro socialismo. 

Mas isso também vale para a ciência do socialismo, ou socialismo científico, de tal sorte que tal partido político socialista e revolucionário deveria contar internamente também com uma universidade apta a fazer progredir o socialismo científico, que orientaria sua prática política realmente revolucionária. 

Que tal transformar este NÚCLEO DE ESTUDOS DO CAPITAL na universidade dentro do Partido dos Trabalhadores?





por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA.  

PRODUTIVIDADE E CRIATIVIDADE: TENTATIVA OU ESBOÇO DE UMA BREVE HISTÓRIA DO VALOR ECONÔMICO ATRAVÉS DE CONJECTURAS

1. Partimos do pressuposto de que o valor econômico de dada mercadoria é definido em duas etapas, a saber: primeiramente no processo de produção, onde se atribui o valor propriamente dito, segundo a teoria marxista do valor-trabalho, atrelada ao valor de troca; posteriormente, no processo de circulação, em que se confere o preço da mercadoria, consoante a teoria marginalista, vinculada ao valor de uso.  

2. Se na primeira revolução industrial, do século XVIII, a teoria marxista ainda é predominante na definição do valor, a partir da revolução digital, do século XX, a teoria marginalista passa a predominar sobre a marxista, porquanto o trabalho passa a ser mais intelectual do que propriamente manual, de tal sorte que a força produtiva do trabalho, a saber, a produtividade, que diminui o valor de troca, vai paulatinamente perdendo importância para a criatividade (resultante de trabalho eminentemente intelectual), que engendra novos valores de uso, isto é, novas necessidades humanas. 

3. Sem embargo, vimos que o problema da superprodução é de certa forma resolvido pela demanda engendrada por trabalho improdutivo sustentado com parcela do lucro, mas tal sustentáculo tende a diminuir pela lei da queda tendencial da taxa de lucro, de tal sorte que o capital necessita de mercadorias de novos valores de uso e altíssima utilidade marginal com altos preços, como solução para a superprodução de mercadorias de velhos valores de uso.

4. Destarte, a criação de novos valores de uso pelo trabalho eminentemente intelectual e criativo passa a ser gradativamente mais importante do que a produtividade do trabalho eminentemente manual (que diminui o valor de troca das mercadorias), enfim, o valor de uso passa a ser mais importante do que o valor de troca, e o marginalismo mais importante do que o marxismo na definição do valor final das mercadorias, sendo interessante observar que tal evolução histórica do valor econômico segue, grosso modo, a evolução histórica da energia mecânica (máquinas a vapor) para a energia elétrica (máquinas elétricas) e, desta, para as máquinas eletrônicas. 

5. Hipóteses sub judice, a desenvolver e refinar. 





por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA. 

HAYEK E A MECÂNICA QUÂNTICA, por Luís Fernando Franco Martins Ferreira.

Rogo licença para tecer ainda algumas singelas considerações acerca da analogia entre as ciências sociais e a ciência da física, notadamente no que pertine à crítica de Friedrich von Hayek, eminente expoente da escola austríaca de economia, contra a exequibilidade da planificação econômica de jaez socialista.

Sim, Hayek patrocinava a inteligência consoante a qual a complexidade ontológica, e não apenas epistemológica, das ciências sociais, que se manifesta no problema das informações dispersas, obsta a possibilidade de formulação de uma planificação econômica socialista, além, obviamente, do problema do assim designado cálculo econômico.

Ora, este é o mesmo problema filosófico ínsito ao famoso debate na mecânica quântica entre a escola de Copenhague, liderada por Niels Bohr, e a escola encabeçada por Albert Einstein, em que a primeira defendia a tese da complexidade ontológica do mundo subatômico, enquanto a outra advogava o jaez meramente epistemológico do problema, sendo certo que, hodiernamente, após a formulação do teorema de John Stewart Bell em 1964, tal debate inclinou-se favoravelmente à escola de Copenhague. 

Ironicamente, no entanto, a revolução digital e a ainda incipiente computação quântica podem teoricamente resolver o problema das informações dispersas suscitado por Hayek, eis que, atualmente, os algoritmos e a rede mundial de computadores poderiam derrotar a complexidade social, nos termos de uma planificação econômica descentralizada, em que todos os agentes sociais encaminhariam via internet suas informações de produção e consumo a um computador quântico central incumbido de coadunar oferta e demanda. 

Hipóteses sub judice. 

domingo, 15 de fevereiro de 2026

BUKHARIN CONTRA BÖHM-BAWERK NOS CEM ANOS DA MECÂNICA QUÂNTICA (em homenagem ao grande físico e camarada OLIVAL FREIRE JÚNIOR)

Surgiram críticas acerbas contra a analogia que procurei estabelecer, no texto imediatamente precedente publicado neste portal eletrônico, entre a ciência da física e as ciências sociais e econômicas, particularmente quanto ao paralelo entre liberdade individual e aleatoriedade quântica, transposição esta que alguns consideraram indevida.

Não estou completamente convencido da idoneidade teórica de tais críticas, mas gostaria de suscitar algumas outras questões, tais como:

A aleatoriedade da física quântica não seria, na verdade, manifestação de uma complexidade que ainda não somos capazes de compreender suficientemente?

Albert Einstein não estaria certo ao duvidar de tal aleatoriedade, defendendo o determinismo na física?

Tais questões, evidentemente, também se apresentam nas ciências econômicas, a teor, verbi gratia, do debate entre o marxismo e a escola austríaca, no início do século passado (época em que também nascia a mecânica quântica), notadamente entre Nikolai Bukharin e Eugen von Böhm-Bawerk, em que o primeiro advogava o determinismo econômico e o segundo preconizava a liberdade individual como fundamentos de suas respectivas tradições teóricas. 

Hodiernamente, o trabalho do neurocientista Robert Sapolsky, máxime na sua obra intitulada "Determinados", parece dar razão ao determinismo econômico de extração marxista, em detrimento do livre-arbítrio individual que escora a escola austríaca. 

Hipóteses sub judice





por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA.   

sábado, 14 de fevereiro de 2026

ALEATORIEDADE E LIBERDADE

Nesta noite de sábado de carnaval do ano de 2026 da era cristã, um nerd como eu remanesce pensando nos instigantes artigos do exímio matemático Marcelo Viana, atual diretor do IMPA, recentemente publicados no jornal Folha de São Paulo, e que versam sobre a produção computacional de aleatoriedade. 

Nesse diapasão, receio que o próximo artigo do grande cientista provavelmente verse sobre a produção de números realmente aleatórios pela vindoura computação quântica, ainda incipiente e nos seus pródromos, eis que os hodiernos computadores lastreados na física clássica somente produzem números pseudoaleatórios.

Parece lícito ventilar uma analogia entre a aleatoriedade da física quântica com a liberdade individual no âmbito das ciências sociais, de tal sorte que temos o seguinte: se na física quântica o jaez probabilístico do mundo subatômico está praticamente sedimentado pelas evidências empíricas, nas ciências sociais e, notadamente, nas ciências econômicas, o determinismo vem adquirindo viço e musculatura, a teor, verbi gratia, dos recentes estudos e investigações do neurocientista Robert Sapolsky, que de alguma forma confirmam certo estruturalismo economicista nos moldes da obra de Louis Althusser.

Bem, eu aventaria o seguinte: no que pertine à vindoura planificação econômica descentralizada e lastreada em algoritmo central encarregado de coadunar oferta e demanda econômicas em âmbito mundial, como temos aqui preconizado para o futuro modo comunista de produção, talvez a computação quântica, apta a processar trilhões de informações em curto prazo, exiba-se capaz, outrossim, de produzir certa aleatoriedade necessária à garantia de alguma liberdade individual. 

Mas o certo é que já estou salivando pelo próximo artigo do professor Marcelo Viana a propósito.

Vamos aguardar. 






por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA.