Sem embargo, a reprodução sexuada e os cuidados dedicados à infância e à adolescência dos indivíduos, no âmbito familiar, produzem o ser humano em sua totalidade, ao passo que a dissociação entre trabalhador e meios de produção, diariamente reproduzida pelas forças públicas estatais, mutila este ser humano, reduzindo-o a força de trabalho.
Logo, a força de trabalho, nos pródromos do modo capitalista de produção, não exibe valor, mas apenas custo, eis que os cuidados familiares e a atuação das forças armadas não podem ser consideradas como trabalho, no sentido estrito da produção de valor.
Somente no capitalismo avançado é que a produção da força de trabalho, engajada no trabalho eminentemente intelectual para elaboração de software, demanda o trabalho de professores no sistema educacional, de tal sorte que, portanto, nesse capitalismo avançado a força de trabalho adquire efetivo valor econômico.
A educação, no entanto, encerra o potencial de produzir não somente força de trabalho, mas ser humano apto a adquirir consciência de classe e atuar contra o status quo.
Hipóteses sub judice.
por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA.