Já ventilamos aqui a hipótese de que a inflação pode ser uma decorrência indireta do declínio da taxa de lucro do capital, bem assim estabelecemos uma contemporaneidade e correspondência entre a hiperinflação e o surgimento do fascismo na Alemanha da década de 1920, ou seja, há exatamente um século.
Hoje observamos a mesma correlação entre aumento da inflação e advento de movimentos políticos de extrema direita de conotação fascista, máxime na Europa, em que a carestia tem convulsionado vários países com manifestações populares em massa de certa violência.
Ora, o fascismo está geralmente associado a redução de direitos trabalhistas da classe trabalhadora, isto é, a decréscimo de salário, direto ou indireto, de tal sorte que seria uma forma de contraposição ao declínio da taxa de lucro do capital gerador de inflação, consoante acima aludido, o que nos conduz à conjectura de que o fascismo exibe-se direta ou indiretamente associado a tal queda de rentabilidade do capital e correlata carestia.
Hipóteses e conjecturas sub judice.
por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA.