domingo, 8 de novembro de 2026

SINFONIA FANTASMA

SINFONIA FANTASMA

 

 

Por Luís Fernando Franco Martins Ferreira

 

 

 

Celibatário austero, Hélio vinha de concluir airosamente, aos trinta e cinco anos de idade, seu doutorado em composição musical summa cum laude, em mui prestigiada instituição acadêmica, motivo de intenso regozijo apenas suplantado pelo júbilo de ouvir a execução do concerto para piano e orquestra, em três movimentos, com o qual haurira tal diplomação, verdadeiro corolário de uma existência integralmente dedicada à arte das musas, a música, dedicação esta que se inaugurara na década de 1980, em decorrência de uma afamada coleção de discos em vinil de autores clássicos que seu pai lhe adquirira despretensiosamente, mas que constituíra um verdadeiro divisor de águas em sua ainda breve experiência de vida, pois um desses discos veiculava uma obra de Johannes Brahms, notadamente o segundo concerto para piano e orquestra, sendo seguro que tal composição impressionou-o de maneira profunda e indelével, tanto que suas investigações no aludido doutorado colimavam sobretudo a crítica favorável de Arnold Schönberg ao trabalho de Brahms, em que quedou demonstrada a acurácia e vanguardismo harmônicos oferecidos pelo compositor hamburguês, malgrado a conhecida querela com os adeptos de Richard Wagner, entre os quais se inseria ninguém menos que Friedrich Nietzsche, o qual fora ignominiosamente cruel ao avaliar Brahms, mas o certo é que a pretensão e a veleidade afetavam deveras o ânimo de Hélio, o qual planejava compor, como efetivamente comporia, uma sinfonia em movimento único apta a abroquelar praticamente todas as fases e estilos históricos da música dita erudita, em desenvolvimento que seria encetado com o contraponto barroco e se desinibiria sucessivamente com o rigor clássico, a exuberância romântica, o cromatismo wagneriano, o impressionismo francês, o caótico atonalismo e finalmente o contemporâneo dodecafonismo, culminando, então, com a música eletroacústica, uma obra sinfônica de fôlego colossal, com duração de mais de três horas, e que consumiu dez anos de intensa elaboração do nosso protagonista, que decerto deixou de experimentar outros aspectos da vida para dedicar-se integralmente à edificação de tal monumento sonoro que alguém, algures, diria cuidar-se de sonho louco de perfeição, e realmente Hélio apostou tudo o que tinha, e até o que não tinha, em tal trabalho, mas o fato é que o próprio processo de criação rendeu-lhe satisfação e prazer de magnitude inaudita, pois em determinado episódio de tal epopeia criativa, sentado ao piano, ele concebeu uma nota musical que o conduziu incontinenti a estado de puro êxtase e transe, eis que a beleza da passagem comoveu-o até à epifania e à catarse, o que, curiosamente, demonstrava que a arte não pertence de forma absoluta ao correspondente criador, mas pode quiçá ter matriz divina, sendo certo, todavia, que tal momento sobrenatural já lhe valeria, assim o pensava, como sucedâneo de uma vida inteira de aventuras eróticas e heroísmo revolucionário, tamanha foi a intensidade e profundidade da sensação experimentada, de tal sorte que a conclusão de seu tresloucado projeto faraônico deixou-o em condição de exaustão invencível, mas era de rigor, agora, procurar alguma forma de execução orquestral da obra, e Hélio sabia que seria bastante árduo o labor de encontrar um condutor e uma orquestra dispostos a mergulhar no estudo e concretização daquele titã de notas musicais, então nosso protagonista procurou de proêmio uma maestro amigo seu para entregar-lhe solenemente aquelas páginas em que o respectivo intérprete poderia perder-se como se explorasse uma floresta encantada em Baden-Württemberg, e qual não foi a decepção de Hélio ao ficar ciente de que seu amigo considerou, após semanas nela debruçado, a tal peça sinfônica como inexequível, mas o correspondente compositor não se abateu nem desistiu, e cogitou então submeter seu rebento a um maestro europeu de nomeada, o que de fato foi efetuado, mas a resposta, meses depois, encerrou a mesma decepção que experimentara previamente, e assim sucessivamente, por demasiado tempo, nosso artista tentou com persistência encontrar alguém que acolhesse sua suposta obra-prima, até que um condutor asiático quedou entusiasmado com aquelas complexas partituras, o que o levou imediatamente ao país do extremo oriente em que restava sediado mencionado maestro, colimando conversar e decidir a propósito da concretização daquele desatino onírico sonoro, mas Hélio não teve o privilégio de presenciar tal execução orquestral, eis que faleceu alguns meses antes disso, aos 47 anos de idade, de infarto agudo do miocárdio, mas a estreia mundial de sua sinfonia, despojada de sua presença, foi recebida pela plateia respectiva com bastante impassibilidade, com mais apupos do que aplausos ao final, após uma interpretação que nosso protagonista desaprovaria liminarmente.

sexta-feira, 6 de novembro de 2026

DA IMORTALIDADE DA ASMA

DA IMORTALIDADE DA ASMA

 

Por Luís Fernando Franco Martins Ferreira

 

 

 

 

Estava em curso o agourento ano de 1921, em que o austríaco Adolf Hitler ascendia à presidência do funesto Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, mas o que podemos saber com mais propriedade e precisão é que nas cercanias da cidade também austríaca de Innsbruck, no Tirol, mais especificamente no cume de um monte não muito elevado, o médico asquenaze Jacob Goldenberg mantinha com galhardia um respeitado sanatório frequentado por seletos pacientes, judeus em sua grande maioria, clínica esta que tinha a honra de acolher, naquela ocasião e com grande entusiasmo, o já aclamado escritor francês Marcel Proust, galardoado dois anos antes com o prêmio literário Goncourt, e que estava em busca de tratamento mais efetivo para o severo problema de asma de que padecia, cabendo destacar que, na chegada a aludido nosocômio, a bagagem do romancista gaulês foi devidamente acomodada no aposento que lhe serviria de guarida durante o período de internação, e na sequência ele foi conduzido a visitar as dependências do logradouro hospitalar, mas o que mais o impressionou neste passeio foi deparar-se, a certa distância, com um sujeito que escrevia à mão compulsivamente, sentado à borda de uma extensa mesa de madeira típica de taverna germânica, situada nos jardins do lugar, e que arremessava seus manuscritos, invariavelmente, em uma cesta de lixo alocada ao seu lado, já abarrotada por seus papéis, cena esta que o intrigou sobremodo, de tal sorte que venceu a timidez e então dirigiu-se ao redator compulsivo, apresentando-se cordialmente no idioma alemão, no que foi correspondido também no mesmo idioma, de maneira que seu interlocutor o cumprimentou com certa impassibilidade dizendo rapidamente “Franz Kafka, a vosso dispor”, e logo retomou a completa imersão no infindável trabalho de redigir sabe-se lá o quê, razão pela qual Proust afastou-se discretamente e encaminhou-se, ainda bastante curioso, ao seu quarto para repousar da exaustiva viagem desde Paris, vindo a adormecer com sonhos intranquilos, mas quando despertou, na manhã seguinte, percebeu que, através de sua janela, era possível avistar o tal paciente de alcunha Franz Kafka, o qual permanecia no mesmo lugar, impávido, a elaborar seus enigmáticos manuscritos destinados à lixeira, situação esta que intensificou sua curiosidade e, após um alentado e generoso café da manhã, não se conteve e foi arrebatado pela ideia de explorar mais a propósito daquele outro interno da instituição médica, razão pela qual aproximou-se gentilmente da mesa germânica e prolatou “Bom dia, Senhor Kafka”, ao que este redarguiu, “Bom dia, Senhor Proust, como passou a noite?”, e o parisiense então respondeu, asseverando, de maneira um tanto jocosa, que sonhara com o teor daqueles copiosos manuscritos solenemente descartados, e que estes cuidavam, nesse estado onírico, de cartas endereçadas a uma amante distante e apaixonada, o que provocou incontinenti, em Kafka, uma estridente gargalhada, logo seguida pelo seguinte comentário “Não Senhor Proust, absolutamente, conquanto vossa senhoria tenha logrado aproximar-se bastante de meu estado de espírito, estou na verdade a laborar em um conto literário que de romântico não tem nada”, e voltou a manifestar aquele riso largo e estrondoso, fato que perturbou um bocado o francês, o qual então prosseguiu, proferindo que “ora, ora, então somos parceiros de ofício, pois também estou neste momento a tentar, com grande dificuldade, a concluir um romance que já tem dois tomos publicados, mas não tenho ciência ao certo acerca de onde vai culminar tanto esforço de minha parte”, sendo seguro que, neste exato instante, a invencível curiosidade, agora, sequestrou o ânimo de Kafka, que logo indagou “e como eu poderia, prezado senhor Proust, ter acesso a esses dois volumes de sua obra ainda inconclusa, por obséquio?”, ao que o laureado romancista de pronto respondeu “Bem, Senhor Kafka, é uma indagação deveras interessante, pois guardo comigo em meu apartamento, onde estou hospedado, exemplares destes dois tomos, os quais lhe serão fornecidos com toda a satisfação e respeito”, e então o compenetrado interlocutor de Proust tirou do bolso de sua casaca um volume relativamente minguado, em cujo frontispício era possível distinguir o título “A metamorfose”, e deu diretamente ao famoso francês dizendo “Pois então, Senhor Proust, vou retribuir a enorme gentileza concedendo-lhe de antemão, com muito gosto, esta singela novela de minha humilde autoria para vossa importante apreciação”, e isso teve efeito estupefaciente em Proust, que agradeceu com veemência pelo regalo e, naquela mesma noite, repleta de estrelas cintilantes, fez chegar às mãos de Kafka os seus dois supracitados volumes, de tal modo que ambos, Proust e Kafka, passaram a madrugada acordados em leitura detida e ansiosa, um pela obra do outro, mas na manhã seguinte, ao se encontrarem nos jardins do estabelecimento, Kafka encetou o colóquio recíproco comentando “Bom dia meu prezado, fiquei completamente embevecido pela vossa portentosa obra literária, efetivamente impressionante, mas deixe-me dizer que, se puder ler a minha novela, verá que pode ser considerada exatamente antípoda do vosso romance, eis que eu diviso sempre uma narrativa de perspectiva objetiva com linguagem próxima da burocrática e cartorial, que no entanto evidencia um universo inverossímil e mesmo absurdo, ao passo que vosso trabalho edifica-se sobre prisma subjetivo provocado pela memória involuntária, mas logra descrever com mais verossimilhança e, diria, mais objetividade o mundo em que nos inserimos”, ao que Proust, maravilhado com a astúcia e perspicácia do colega, contestou “Sábias palavras senhor Kafka, realmente surpreendente a vossa intelecção, mas devo acrescentar, tendo lido atentamente vossa novela, que a correspondente narrativa revela o tempo linear dos relógios, enquanto meu romance busca o tempo fragmentado e despojado de linearidade, típico da memória e da consciência subjetiva, ou seja, procura o tempo fugaz e fugidio do impressionismo pictórico, se me permite uma analogia com as artes plásticas, e se o efeito é de maior verossimilhança, devo postular que jamais me deparei com tamanho arrebatamento ao ler vossa pioneira obra, precursora, decerto, de uma nova forma de explorar esteticamente o vazio e o absurdo da existência, como revelado por pensadores da importância de Kierkegaard”, e neste preciso momento ambos perceberam que estavam, um diante do outro, na presença de figura gigante, mas Kafka prosseguiu “eu tive certo contato com as investigações do assim denominado socialismo científico de Karl Marx e Friedrich Engels, e poderia sugerir que a produção e reprodução da vida material humana processa-se não apenas pelo trabalho, mediado pelas lutas de classes, em que se fundamenta, em alguma medida, minha cosmovisão e, portanto, meu trabalho literário, mas processa-se também pela reprodução sexuada, mediada pelos afetos e pelo amor em sentido mais abrangente, da qual vossa obra é caudatária”, ao que Proust respondeu “precisamente, e observemos outrossim que o estranhamento do mundo objetivo, em vossa iluminada novela, pode decorrer do fato de que os seres humanos quedam imersos em relações de trabalho e situações que nos escapam ao controle, e mesmo nos governam à nossa revelia, como se tivéssemos alienado nossa alma a Mefistófeles, como um Fausto moderno”, e assim passaram, Proust e Kafka, praticamente a manhã inteira nesse colóquio edificante que culminou numa súbita e intensa amizade que, de forma desafortunada, foi abruptamente interrompida pela falecimento do primeiro no ano seguinte, o que ensejou profunda comoção, seguida por lágrimas inexoráveis, em um Franz Kafka já muito debilitado pela tuberculose.

terça-feira, 27 de outubro de 2026

FASCISMO E TAXA DE LUCRO

Já ventilamos aqui a hipótese de que a inflação pode ser uma decorrência indireta do declínio da taxa de lucro do capital, bem assim estabelecemos uma contemporaneidade e correspondência entre a hiperinflação e o surgimento do fascismo na Alemanha da década de 1920, ou seja, há exatamente um século.

Hoje observamos a mesma correlação entre aumento da inflação e advento de movimentos políticos de extrema direita de conotação fascista, máxime na Europa, em que a carestia tem convulsionado vários países com manifestações populares em massa de certa violência.      

Ora, o fascismo está geralmente associado a redução de direitos trabalhistas da classe trabalhadora, isto é, a decréscimo de salário, direto ou indireto, de tal sorte que seria uma forma de contraposição ao declínio da taxa de lucro do capital gerador de inflação, consoante acima aludido, o que nos conduz à conjectura de que o fascismo exibe-se direta ou indiretamente associado a tal queda de rentabilidade do capital e correlata carestia. 

Hipóteses e conjecturas sub judice. 





por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA.

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

FORTALECER A DEMOCRACIA

Em 2011 redigi um singelo artigo publicado na revista Teoria e Debate em que preconizava o aprofundamento da democracia participativa mediante adoção mais efetiva dos institutos constitucionais da consulta e da iniciativa popular, através de plebiscitos, referendos e projetos legais de autoria dos cidadãos, os quais podem ser muito facilitados pelas redes sociais e pela internet em geral.


Pois bem, quinze anos depois as eleições brasileiras evidenciaram a necessidade de defender a democracia através das redes sociais, diante da ameaça autoritária da extrema direita de jaez fascista.


A democracia hodierna no Brasil é, em grande medida, uma conquista da classe trabalhadora, que combateu bravamente, sob a liderança de Lula, a ditadura militar instituída por um golpe de estado.


Mas tal conquista democrática não é um dado político absolutamente estável, em razão das ameaças constantes vindas da extrema direita fascista, em grande medida subsidiada pelo imperialismo internacional.


Ora, a classe trabalhadora deve permanecer, portanto, vigilante contra tal ameaça, mas a melhor forma de sedimentar a democracia é aprofundá-la, isto é, fortalecê-la com maior participação popular através das redes sociais e da internet em geral.


Enfim, a democracia deve atualmente servir-se da revolução digital para se estabelecer definitivamente, aprofundando-se, sob pena de ser engolida por tal revolução digital hoje dominada pelas Big Techs.







Por Luís Fernando Franco Martins Ferreira.

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

EXISTE A MORTE?

Em sua obra magna intitulada O Capital, Karl Marx demonstra que o tempo não é linear como se supõe intuitivamente, mas se exibe cumulativo, de tal sorte que o capital, verbi gratia, surge tardiamente no curso do tempo, mas incorpora, transformando-as, as relações de produção ou categorias econômicas que o antecedem historicamente, ou seja, a mercadoria e o dinheiro, formas sociais anteriores ao capital, são nele integradas e plenamente desenvolvidas, sendo certo que o mesmo acontece com as espécies biológicas no curso de sua evolução, consoante o brocardo "a anatomia do homem é a chave da anatomia do macaco"

Nesse diapasão, a morte não existe material e objetivamente, mas apenas em um plano subjetivo e individual, de tal sorte que a descendência dos seres humanos preserva os indivíduos mortos em vários aspectos, que vão da herança genética às relações de produção que contraíram entre si.

Por isso que o Mouro de Trier anunciava em grande estilo:

"A tradição de todas as gerações mortas oprime como um pesadelo o cérebro dos vivos"





por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA.  

terça-feira, 20 de outubro de 2026

A HISTÓRIA SEGUNDO O SOCIALISMO CIENTÍFICO

O grande filósofo marxista Louis Althusser costumava asseverar que, grosso modo, a história não passa de ideologia, na medida em que direciona sua atenção aos seres humanos, mas tais seres humanos contraem entre si relações de produção ou de propriedade alienadas e heterônomas que os governam à sua revelia e até contra os mesmos, de tal sorte que a verdadeira e realmente inteligível história deve investigar não os seres humanos, mas tais relações de produção que se manifestam como categorias econômicas, como o fez Karl Marx em "O Capital", em que se observa a evolução diacrônica das categorias econômicas, tais como mercadoria, dinheiro e capital: eis o assim denominado anti-humanismo teórico preconizado por Louis Althusser. 

No entanto, a certa altura de "A ideologia alemã", Marx e Engels prolatam a sentença consoante a qual conhecem uma única ciência, a saber, a ciência da história, e no "Manifesto Comunista" tal história aparece com muita evidência em seres humanos de carne e osso nas lutas de classes. 

Como coadunar e harmonizar essas duas concepções de história no âmago do socialismo científico?

Bem, já sugerimos aqui que o anti-humanismo teórico de Louis Althusser, na verdade, consiste e corresponde a um humanismo prático, na medida em que o proletariado representa a classe social que emerge na história para superar, de forma pioneira e revolucionária, a alienação e reificação ínsitas às relações de produção contraídas pelos seres humanos no curso do tempo, de tal sorte que tal classe social encerra a potencialidade de tomar de assalto as rédeas e a direção, pela primeira vez na história e de forma consciente e autônoma, do destino dos seres humanos no evolver do tempo histórico.

A teoria anti-humanista do socialismo, para Althusser, consistiria, portanto, em meio científico de instruir e dirigir um humanismo prático e revolucionário, que colimaria e alcançaria uma Humanidade despojada de divisões de classes sociais e Estados nacionais e que, destarte, poderia orientar a si mesma de forma autônoma e não alienada.     

Hipóteses sub judice. 





por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA. 

domingo, 18 de outubro de 2026

RELAÇÕES DE PRODUÇÃO E RELAÇÕES DE PROPRIEDADE

As relações sociais podem ser consideradas sob dois aspectos, a saber:

1. Como relações de produção, com enfatizar a classe trabalhadora, tal como resta evidente no Manifesto Comunista, em que a história corresponde às lutas de classes;

2. Como relações de propriedade, com ressaltar a classe detentora dos meios de produção, tal como resta flagrante em O Capital, em que a história corresponde ao desenvolvimento diacrônico das categorias econômicas, máxime da mercadoria, do dinheiro e do capital. 

Hipóteses sub judice. 





por LUIS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA.