sábado, 29 de março de 2025

IMPERIALISMO E TAXA DE LUCRO

De proêmio, peço licença aos eventuais leitores para remeter ao meu texto "As quatro formas da mais-valia", aqui previamente publicado, com supedâneo no qual empreendo as seguinte reflexão:

1. Na fase histórica do capitalismo concorrencial, observa-se constante revolução no processo de produção de capital, sem alterações substanciais nos valores de uso das mercadorias, colimando reduzir os preços de tais mercadorias como forma de derrotar a concorrência, sendo certo ainda que a (por mim denominada) terceira forma de mais-valia relativa ainda permanece embrionária: tal modelo de acumulação de capital, todavia, encerra na tendência declinante da taxa de lucro seu limite histórico por excelência. 

2. Já na fase histórica do capitalismo monopolista ou imperialismo, a resolução da supracitada tendência declinante da taxa de lucro manifesta-se na adoção da terceira forma de mais-valia relativa, a saber: a contínua revolução do processo de produção de capital já não colima mais a redução dos preços das mercadorias, mas sim o aumento de tais preços pela contínua revolução dos valores de uso com a instituição de novas necessidades humanas, sendo certo ainda que tais preços são exacerbados pela ausência funcional da concorrência e a possibilidade de se perpetrarem, portanto, preços administrados.   




por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA, historiador. 

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