A música exibe-se como uma das artes mais abstratas, pois envolve o sentido da audição tão somente, enquanto todas as demais pressupõem a visão como supedâneo.
Demais, ela se desenvolve no tempo e, por seu caráter abstrato, mimetiza a lógica dialética da história da humanidade, naquilo que esta suplanta o mundo empírico ao alcance de um indivíduo, o qual é incapaz de experimentar estética e sensorialmente tal lógica, conquanto seja apto a capturar sua inteligibilidade.
Enfim, uma arte revolucionária, que suplanta o indivíduo empírico, sendo certo que Nietzsche cobria-se de razão ao enaltecê-la.
Por Luís Fernando Franco Martins Ferreira, historiador.
Gosto de dizer que minha religião é a música
ResponderExcluirMaravilha, grande camarada Serginho, receba um forte abraço fraterno!
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