A fórmula geral do crescimento do capital industrial
(por Luís Fernando Franco Martins Ferreira, com auxílio do ChatGPT)
A análise do crescimento do capital industrial exige que se abandone a aparência abstrata do capital a juros e se penetre no mecanismo interno da valorização. O capital industrial não cresce por si mesmo, mas pela extração de mais-valia do trabalho vivo.
A taxa de lucro pode ser expressa como:
r = e / (k + 1)
em que e representa a taxa de mais-valia e k a composição orgânica do capital.
Supondo reinvestimento integral da mais-valia, o capital evolui segundo:
K_{t+1} = K_t (1 + r_t)
Como a taxa de lucro depende das variações da taxa de mais-valia e da composição orgânica:
r_t = e_t / (k_t + 1)
Substituindo:
K_{t+1} = K_t (1 + e_t / (k_t + 1))
Iterando essa expressão, obtemos a fórmula geral da acumulação após t períodos:
K_t = K_0 ∏_{n=1}^{t} (1 + e_n / (k_n + 1))
Nessa expressão, K_0 é o capital inicial, e_n a taxa de mais-valia no período n, e k_n a composição orgânica no mesmo período.
Se a taxa de exploração cresce mais rapidamente que a composição orgânica:
e_t / (k_t + 1) ↑ ⇒ r_t ↑
Se ambas crescem na mesma proporção:
e_t / (k_t + 1) = constante ⇒ r_t = constante
K_t = K_0 (1 + r)^t
Se a composição orgânica cresce mais rapidamente que a taxa de mais-valia:
e_t / (k_t + 1) ↓ ⇒ r_t ↓
Nesse caso, a sequência das taxas de lucro torna-se decrescente:
r_1 > r_2 > r_3 > ...
A acumulação prossegue, mas sob taxas de crescimento progressivamente menores.
A fórmula geral da acumulação permanece:
K_t = K_0 ∏_{n=1}^{t} (1 + e_n / (k_n + 1))
Nessa expressão condensam-se a taxa de exploração, a composição orgânica e a taxa de lucro, revelando o caráter histórico e contraditório do crescimento do capital industrial.
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