domingo, 5 de novembro de 2023

Juros, inflação e lucro.

 O capital na forma de dinheiro reflui constantemente nas mãos do capitalista industrial através do processo de circulação de capital, como o demonstrou Karl Marx no livro segundo de sua obra magna.


Logo, o aumento dos juros constitui uma alternativa natural à inflação como dispositivo de contraposição à lei do declínio tendencial da taxa de lucro do capital industrial.




Por Luís Fernando Franco Martins Ferreira, historiador.

sábado, 4 de novembro de 2023

Capital, trabalho e economia política.

 A oposição entre capital e trabalho manifesta-se nos antagonismos ínsitos à Economia Política:


Os economistas liberais de extração burguesa cingem-se ao âmbito da circulação de capital e consumo, de sorte que todas as questões que se lhes apresentam são tratadas como problema de oferta e demanda, inclusive o fenômeno inflacionário.


Já os economistas marxistas divisam sempre o âmbito da produção de capital, de tal sorte que o fenômeno inflacionário é ou deveria ser tratado como resultado do declínio tendencial da taxa de lucro do capital industrial.


Cabe vislumbrar a unidade entre os processos de produção e de circulação de capital.




Por Luís Fernando Franco Martins Ferreira, historiador.

Escolas e professores

 Consoante já esgrimi algures, a produção de software, vanguardeira no capitalismo hodierno, aumentou a taxa de lucro do capital industrial ao diminuir o capital constante e aumentar o capital variável investidos, sendo certo que, no caso do capital variável, o trabalho eminentemente intelectual demanda maior tempo de formação da força de trabalho no âmbito escolar e, portanto, há um incremento do valor da força de trabalho, sendo certo também que quanto maior o valor da força de trabalho e do capital variável investido, maior a taxa de lucro do capital industrial produtor de software, eis que menor a composição orgânica desse capital.


Logo, é preciso que o Estado invista pesadamente no setor da Educação, não em “obras” genéricas, mas em escolas e professores.




Por Luís Fernando Franco Martins Ferreira, historiador.

sexta-feira, 3 de novembro de 2023

A curva de Phillips e Alice no país das maravilhas: Brasil!

 Na data de hoje, a Bolsa de Valores brasileira teve alta substancial e a quotação da moeda norte-americana ante o real sofreu depreciação em razão da divulgação de dados pouco alvissareiros sobre a taxa de emprego nos Estados Unidos!


Na esteira da já vetusta curva de Phillips, o desemprego é bom para o capital, pois mitiga os índices inflacionários: o capitalismo é tão nonsense quanto a obra de Lewis Carroll!


Na verdade, contudo, o que provoca inflação é o declínio tendencial da taxa de lucro do capital industrial, descrito por Karl Marx, e a curva de Phillips revela-se uma quimera!



Por Luís Fernando Franco Martins Ferreira, historiador.

segunda-feira, 30 de outubro de 2023

Software e criptomoedas

 Faz-se mister enfatizar que, afora o dinheiro, que das moedas metálicas chegou a manifestar-se como criptomoedas ou moedas digitais, as demais mercadorias também perderam materialidade:


Das máquinas têxteis e vestuário da primeira revolução industrial, passando pelos bens de consumo duráveis da segunda revolução industrial, chegamos ao hardware e software da atual revolução microeletrônica.


Tais movimentos históricos estão, evidentemente, associados.



Por Luís Fernando Franco Martins Ferreira, historiador.

Conjectura sobre rotação de capital.

 Quer me parecer que quanto maior o tempo de rotação de capital, maior o valor do dinheiro e menor o das mercadorias, considerando uma determinação do valor em duas etapas:


1. No processo de produção de capital, onde incide a lei marxista do valor;


2. No processo de circulação de capital, onde incide a teoria marginalista.


Conjectura a conferir.



Por Luís Fernando Franco Martins Ferreira, historiador.

Conjectura sobre uma contradição do capital.

 CONTRADIÇÃO ENTRE O PROCESSO DE PRODUÇÃO E O PROCESSO DE CIRCULAÇÃO DE CAPITAL


Penso que em um mundo ideal para o capital, o tempo de circulação seria igual a zero, de tal sorte que a realização da mais-valia exibir-se-ia instantânea, vale dizer, o tempo para venda das mercadorias também seria nulo.

Todavia, o aumento da força produtiva do trabalho tende a aumentar o tempo de circulação do capital em razão do aumento do volume de mercadorias a serem vendidas, afora fazer a taxa de lucro decrescer de forma tendencial.

É por isso que as revoluções tecnológicas que vingam afetam a um só tempo os processos de produção e de circulação de capital, aumentando a força produtiva do trabalho e diminuindo o tempo de realização da mais-valia pela venda das mercadorias.


Por Luís Fernando Franco Martins Ferreira, historiador.