sábado, 1 de agosto de 2026

POR UMA UNIVERSIDADE PARTIDÁRIA

Já ventilamos aqui que a função precípua do Estado consiste na produção da mercadoria denominada força de trabalho, através de serviços como segurança, educação e saúde. 

Do mesmo modo, também aventamos que os partidos nada mais são do que proto-Estados na iminência de se convolarem no próprio Estado. 

Os partidos burgueses, portanto, reproduzem a dissociação entre capital e trabalho, ou seja, operam na frequência da produção da força de trabalho a ser explorada pelo capital.

Os partidos proletários realmente revolucionários, todavia, operam no sentido da emancipação da força de trabalho como tal, de modo a superar a dicotomia social entre capital e trabalho num estágio superior de modo de produção.

Destarte, tais partidos proletários devem conter em germe, de forma embrionária, as instituições estatais aptas a emancipar a força de trabalho, entre elas a instituição educacional hábil a preparar a classe trabalhadora para tal emancipação. 

Nesse diapasão, preconizamos aqui a necessidade do partido proletário revolucionário conter e abrigar, em seu âmago, uma universidade partidária capaz de preparar a classe trabalhadora para a própria emancipação. 

Hipóteses sub judice.





por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA.