sábado, 8 de agosto de 2026

SOBRE O AFORISMO PRECEDENTE

Recebi críticas acerbas sobre o texto imediatamente antecedente aqui publicado, sendo certo que o camarada CARLOS OTÁVIO SANTIAGO aduziu que se trata de uma visão cruel, desnecessária, sem esperança, enfim, pesada e amarga. 

Ele tem toda a razão, decerto, mas tentarei reparar o estrago. 

Karl Marx preconizava, já na juventude, que o ser humano é um animal social, a partir mesmo do simples fato de que não se reproduz sozinho, mas de forma sexuada. 

Por outro lado, a divisão do trabalho, tanto social quanto na fábrica, intensifica tal jaez social do ser humano, cujos laços de cooperação e coletividade são objetivamente dados. 

Todavia, o desenvolvimento histórico engendra a propriedade privada dos meios de produção e a família nuclear, favorecendo a ilusão do indivíduo abstrato e isolado, isto é, as "robinsonadas" em evidente contradição diante do caráter social do ser humano acima mencionado. 

Portanto, tal contradição somente será resolvida, ao que parece, com a erradicação da propriedade privada dos meios de produção e da família  nuclear, no vindouro modo comunista de produção em escala mundial, quanto toda a Humanidade funcionará como uma grande e única família. 

É nossa esperança. 





por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA. 

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