Parece haver conexões profundas entre a indústria cinematográfica e a revolução digital, e não por acaso a Califórnia tem sido, há décadas, o proscênio por excelência de ambos os fenômenos.
Sem embargo, o cinema, ou o âmbito audiovisual, encerra a faculdade de convolar em mercadorias virtuais uma grande gama de artes e mercadorias físicas, cabendo ventilar que entre Hollywood e o Vale do Silício situa-se o itinerário da transposição das telas dos teatros cinematográficos para as telas das televisões, inicialmente, e depois para as telas de computadores e celulares.
Nesse percurso, o mundo físico das artes e das mercadorias palpáveis perde sua "aura" (na acepção preconizada por Walter Benjamin) para o mundo virtual da hodierna revolução digital.
por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA.
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