Karl Marx já postulava a ocorrência, como motor da história, da contradição e descompasso entre relações de produção e forças produtivas, no que se mostrou, mais uma vez, certeiro e preciso.
Sem embargo, o colapso soviético exibe muito bem tal situação: uma nação em que as relações de produção, ou de propriedade, progressistas e avançadas colidiram frontalmente com as precárias forças produtivas, eis que a União Soviética não logrou atingir um nível mínimo de revolução digital ou informática necessário ao bom desempenho da planificação econômica de jaez socialista.
A China hodierna, de outro bordo, exibe a relação inversa, isto é, uma nação que apresenta forças produtivas de alto nível, tendo alcançado a revolução digital e agora emula pela liderança da tecnologia dos algoritmos de inteligência artificial, mas ao mesmo tempo preserva relações de produção tipicamente capitalistas.
Não se sabe exatamente qual a postura do Partido Comunista Chinês diante de tal condição histórica: estaria aguardando um novo salto das forças produtivas, talvez o pleno desenvolvimento da computação quântica, para implementar relações de produção realmente avançadas e socialistas, ou teria definitivamente capitulado perante o poder do dinheiro e do capital?
Mistério!
por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA.
Nenhum comentário:
Postar um comentário