segunda-feira, 3 de agosto de 2026

TEMAS SOBRE O MOVIMENTO HISTÓRICO PENDULAR DAS TEORIAS DO VALOR.

Antes de configurar uma controvérsia teórica, marxismo e marginalismo, enquanto teorias antagônicas do valor econômico, consitituem uma oposição e um conflito histórico prático, social e concreto entre o processo de produção e o processo de circulação de mercadorias e, ulteriormente, de capital. 

Sem embargo, no período da Idade Moderna, o antigo sistema colonial descrito por Fernando Novais representa precisamente tal conflito histórico, com os donos do dinheiro ou mercadores, isto é, a burguesia comercial haurindo mais-valia mediante o processo de circulação de mercadorias, pela diminuição dos preços de compra dos produtos das colônias ultramarinas e aumento dos preços de venda de tais produtos na metrópole, com supedâneo no exclusivo colonial e na grande utilidade marginal dos produtos coloniais, exóticos na metrópole. Daí o predomínio, em tal época histórica, da teoria marginalista quanto à determinação dos preços.   

Com a acumulação primitiva de capital e o advento da grande revolução industrial inglesa do século XVIII, tal conflito entre trabalhadores e mercadores é definitivamente resolvido em favor destes últimos, que, introduzindo o dinheiro no próprio processo de produção mediante compra e venda de força de trabalho, passam a extrair mais-valia nesse mesmo âmbito do processo de produção econômica, de que resulta o predomínio da teoria marxista na determinação dos preços. 

Mas a concentração e centralização de capital e as crises de superprodução conduzem, inevitavelmente, ao retorno da necessidade de lançamento de novos valores de uso de alta utilidade marginal para compensar tais crises, em um retorno da teoria marginalista na deteminação dos preços e na obtenção de mais-valia no âmbito do processo de circulação de capital. 

Hipóteses sub judice. 






por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA. 

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