Reiteradamente, preconizamos aqui que a produção e reprodução da vida material humana bifurca-se em:
1. Universo da reprodução sexuada, mediado pelo amor, em que se forja o ser humano;
2. Universo do trabalho, mediado pelo dinheiro, em que se forja a força de trabalho.
Malgrado o capitalismo, em seus pródromos, tenha adotado massivamente a infância como fonte de trabalho na nascente indústria fabril durante o período da Revolução Industrial inglesa do século XVIII, o fato é que hodiernamente procura-se, de forma relativa, afastar as crianças e adolescentes do universo do trabalho, em que a produção e reprodução da separação entre trabalhadores e meios de produção pressupõe uma violência estatal difusa e mutiladora das plenas potencialidades humanas.
Nossa infância, pois, envolta pelo amor da família que produz o ser humano, constitui em geral nosso período de vida mais feliz e edificante, anterior à nossa inserção no mundo do trabalho.
Por isso o grande escritor Gabriel García Márquez aduzia, com muita precisão e perspicácia, que "é muito difícil competir com a infância"
por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA.
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