Consoante nossa premissa fundamental, a produção e reprodução da vida materal humana bifurca-se em: 1. reprodução sexuada, mediada pelo afeto e pelo amor, pela qual se engendram os próprios seres humanos; e 2. trabalho, pelo qual se engendram as relações sociais de propriedade dos meios de produção, ou relações de produção.
Quanto à dinâmica edipiana descrita por Sigmund Freud, aventaríamos que a figura materna inscreve-se em 1, a saber, na possibilidade de amor e reprodução sexuada, enquanto a figura paterna representa a autoridade social de 2, que proíbe o incesto mas, outrossim, inibe e reprime a libido para coaduná-la, ainda que de modo grosseiro, às condições e possibilidades sócio-econômicas.
Cabe destacar que esta adequação entre libido e condições sócio-econômicas, em um ambiente de planficação econômica comunista vindoura, será desempenhada pelo controle de natalidade acoplado a tal planificação, que tornará 1 e 2 consentâneos e harmoniosos.
Hipóteses sub judice.
por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA.
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