segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

AMOR E CAPITAL

 Karl Marx asseverava que o jaez social e gregário do homo sapiens já está pressuposto na relação entre mulher e homem, mediante a qual a sociedade reproduz-se biologicamente, e esse aspecto da reprodução social da vida material humana é aquele que nos une efetivamente.


Mas, afora a reprodução sexuada, o homo sapiens precisa trabalhar para sobreviver, e esse aspecto nos separa em classes sociais antagônicas, mediante contração de relações de produção alienadas e heterônomas que nos governam à nossa revelia e que atingem o paroxismo no capital.


Nossa tarefa, pois, é superar o capital para soerguer a verdadeira humanidade ancorada numa sociedade sem divisão de classes sociais, em que o trabalho heterônomo será extinto e prevalecerá a relação fraterna entre os indivíduos da nossa espécie biológica.


Tal revolução exibe-se, portanto, um ato de amor ao homo sapiens, que poderá então unir-se na reprodução biológica, de caráter gregário, de forma mais livre e edificante.







Por Luís Fernando Franco Martins Ferreira, historiador.

Nenhum comentário:

Postar um comentário