O tripé (Bretton Woods, 1944; ONU, 1945; OTAN, 1949) está ruindo.
O mundo resultante do final da Segunda Grande Guerra não existe mais. Pode demorar algum tempo para que esses estertores atinjam consequências práticas, mas nada altera o fato consumado.
O genocídio palestino na guerra de Gaza, tão cedo esquecido num mundo digitalizado, implodiu ao vivo a pouca autoridade que ainda restava à ONU. Se ela não desfrutava de exércitos, encerrava, ao menos até meados de 2025, certo prestígio, hoje reduzido a pilhéria e chiste.
A OTAN, aliança militar Europa/EUA está igualmente ruindo. A retirada gradual dos EUA, por vezes silenciosa (como na retirada de recursos humanos e bélicos, pouco noticiada) ou estrondosa (como as pretensões imperialistas na Groenlândia) demonstram com nitidez que o parceiro americano cansou de bancar a segurança do velho continente e, mais do que isso, tal patrocínio ficou inviável e pouco lucrativo economicamente.
ONU e OTAN pressupõem gastos infligidos a um império que sofre com o maior déficit orçamentário do mundo, representando luxos que se sustentam sobre uma pilha de dólares sem lastro e que só existe por conta do acordo de Bretton Woods, esse tratado que também vai se esvaindo e cujo colapso, em definitivo, pode arruinar o império estadunidense.
por CARLOS CÉSAR FÉLIX VIEIRA, o "PUNK"
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