sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

DA MORTE (para RABINDRANATH TAGORE, in memoriam)

Apesar dos pesares

A morte pode ser o mais belo 

O mais significativo acontecimento da vida

Quando se vive para as gerações futuras

Com generosidade e altruísmo

Em profunda gratidão 

Do que colhemos das gerações passadas

Legando o nosso melhor

Para aqueles que ainda não nasceram

Como o prazer da sensualidade

Que gera rebentos e prole

O trabalho também pode ser fonte de satisfação

Quando se colima o devir

Como uma floresta que plantamos

Mas cujas árvores não nos farão sombra

Pois a derradeira despedida virá com antecedência

E destarte nos tornaremos imortais pela morte

Na celebração de nossa memória

Pelos nossos descendentes

E pela perpetuação da nossa espécie





por Luís Fernando Franco Martins Ferreira.

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