O anarquista francês Pierre-Joseph Proudhon costumava asseverar que propriedade é roubo, enquanto o fundador do socialismo científico, Karl Marx, chegou a postular que "o capital nasce escorrendo sangue e lama por todos os poros da cabeça aos pés"
Sem embargo, no nascedouro do capitalismo, através da assim denominada acumulação primitiva, descortina-se o aspecto criminoso e violento do Estado burguês, que não só permitiu como patrocinou o grande movimento histórico de destituir os trabalhadores de seus meios de produção, seja mediante o antigo sistema colonial e escravista, seja através dos cercamentos, e hodiernamente este mesmo Estado mantém a propriedade privada burguesa dos meios de produção por intermédio do monopólio oficial da violência, consubstanciado nas forças públicas.
Tal origem histórica, digamos, violenta e criminosa do capitalismo, que se perpetua no monopólio estatal da violência, encerra consequências nefastas, como certa permeabilidade e porosidade entre Estado burguês, crime organizado e capital, inclusive com infiltração de indivíduos criminosos no aparelho estatal e no capitalismo financeiro.
É por isso que as investigações das fraudes bilionárias do caso concreto atual do BANCO MASTER, que se situam apenas nos seus pródromos e já provocam celeuma em todas as áreas, atraem os holofotes e a atenção da opinião pública.
por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA, historiador.
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