terça-feira, 27 de janeiro de 2026

ANTIVAX, PARTE 2.

Já tivemos a oportunidade, aqui, de suscitar a hipótese consoante a qual o Estado produz, através de serviços como saúde, educação, previdência social e monopólio da violência, a mercadoria consistente na força de trabalho, ou seja, a própria classe trabalhadora, a qual produz em conjunto, por seu turno, a riqueza das nações. 

Mas o processo capitalista e estatal de produção da força de trabalho exibe, evidentemente, contradições flagrantes, como a educação, que pode difundir pensamento crítico apto a questionar todo o sistema, como aquele veiculado pelo socialismo científico. 

Tomemos o caso dos serviços de saúde e saneamento.

Ora, o progresso de tais serviços conduz inexoravelmente a problemas de jaez demográfico, tais como o envelhecimento da população pelo aumento da longevidade, verbi gratia, o que aumenta a despesa pública com saúde e previdência social e, via oblíqua, a dívida pública como um todo.

Hodiernamente, a grande maioria dos assim designados países ricos e desenvolvidos, máxime na Europa, Reino Unido e Japão, apresenta o alarmante problema de dívida pública maior do que o respectivo PIB, o que tolhe investimentos estratégicos para o desenvolvimento capitalista e provoca queda de crescimento econômico. 

Daí o advento de correntes neoliberais que se voltam agora contra os gastos com saúde pública, máxime contra o serviço de vacinação da população, o assim designado movimento ANTIVAX, cuja personificação mundial recai sobre a triste figura do advogado Robert F. Kennedy Jr., atual secretário de saúde yankee. 





por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA, historiador.    

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