Sou francamente adepto da teleologia intrínseca às filosofias de Aristóteles e Hegel, e acredito piamente que Karl Marx também era caudatário de tal vertente de pensamento.
Nesse diapasão, a obra intitulada O Capital, de autoria deste último expoente da dialética, exibe uma evidente evolução de qualidade em relação ao Manifesto Comunista:
Sem embargo, se, no Manifesto, a liberdade inerente à possibilidade de variegados desdobramentos das lutas de classes é infensa a qualquer forma de teleologia, em O Capital, regido por uma lógica dialética implacável na sucessão histórica das categorias econômicas, tanto o capitalismo quanto o vindouro comunismo, bem assim os modos de produção antediluvianos, exibem-se necessários e inescapáveis, sob pena de naufrágio da espécie do homo sapiens.
Esta forma de teleologia, portanto, encerra certa liberdade, digamos, vigiada.
Explico:
Assim como o proletário tem a liberdade de trabalhar ou morrer de fome, assim também a humanidade tem a liberdade de alcançar o comunismo mundial ou desaparecer por guerra ou catástrofe ambiental.
A história, assim como os proletários, é, nesse sentido, "livre como os pássaros".
por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA, historiador.
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