Em sua obra magna intitulada O Capital, Karl Marx demonstra que o tempo não é linear como se supõe intuitivamente, mas se exibe cumulativo, de tal sorte que o capital, verbi gratia, surge tardiamente no curso do tempo, mas incorpora, transformando-as, as relações de produção ou categorias econômicas que o antecedem historicamente, ou seja, a mercadoria e o dinheiro, formas sociais anteriores ao capital, são nele integradas e plenamente desenvolvidas, sendo certo que o mesmo acontece com as espécies biológicas no curso de sua evolução, consoante o brocardo "a anatomia do homem é a chave da anatomia do macaco"
Nesse diapasão, a morte não existe material e objetivamente, mas apenas em um plano subjetivo e individual, de tal sorte que a descendência dos seres humanos preserva os indivíduos mortos em vários aspectos, que vão da herança genética às relações de produção que contraíram entre si.
Por isso que o Mouro de Trier anunciava em grande estilo:
"A tradição de todas as gerações mortas oprime como um pesadelo o cérebro dos vivos"
por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA.
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