O Partido dos Trabalhadores nasceu do processo de industrialização clássica no Brasil, vale dizer, da indústria fabril de transformação, e Lula derrubou a ditadura militar de extrema direita neste país mediante greves que paralisaram essa indústria nacional, supedâneo da economia pátria.
Hoje vivemos no âmago da desindustrialização e da revolução digital, em que a indústria fabril de transformação perde fôlego diante da economia de circulação de capital ancorada na internet, nas redes sociais e nos algoritmos.
Não há a possibilidade de greves paralisarem essa revolução digital em curso, em razão de seu modus operandi, bem assim porque seu epicentro decisório e motriz está no exterior, no centro imperialista do capitalismo moderno.
Por isso é tão difícil combater a extrema direita hodierna apoiada pelo imperialismo central e nas big techs da revolução digital.
Devemos, neste momento político crítico, combater a extrema direita em seu campo de atuação, a saber, na internet e nas redes sociais, pois é ali que ela alimenta o seu discurso e sua influência política.
Todavia, a circulação de capital da internet não substitui a economia fabril real enquanto provedora de necessidades humanas, então as tradicionais formas de luta política ainda são importantes, inclusive as greves e o embate tête a tête, presencial.
Vamos, pois, tomar as ruas e redes sociais, para garantir a derrota da extrema direita e evitar o colapso da democracia.
RUAS E REDES, eis a palavra de ordem.
Pelo coletivo do Núcleo de Estudos do Capital do Partido dos Trabalhadores.
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