Consoante já visto neste portal eletrônico, a escola na sociedade burguesa desincumbe-se da tarefa de produzir a força de trabalho para o capital, de modo que o conhecimento nela produzido encerra a chancela de veracidade no universo empírico, isto é, no real dado, atual e presente.
A escola do partido verdadeiramente revolucionário produz a classe trabalhadora contra o capital, e o conhecimento assim haurido encerra a respectiva chancela de veracidade na práxis revolucionária, que funda uma nova sociedade ou modo de produção ainda inexistente, portanto um conhecimento concreto que supera o meramente empírico.
Isto é consentâneo com a segunda tese contra Feuerbach, em que a prática revolucionária exibe-se como medida de validade do conhecimento científico.
O partido, pois, deveria ser o locus privilegiado de junção entre teoria e prática revolucionárias, em que a dicotomia platônica entre racionalismo e empirismo epistemológicos seria devidamente superada.
Por Luís Fernando Franco Martins Ferreira.
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