No livro de Gênesis, que inaugura as Sagradas Escrituras da tradição judaico-cristã, já está inscrito, de forma religiosa, o fundamento teórico do materialismo histórico, também denominado socialismo científico, representado pela produção e reprodução da vida material humana, a qual se bifurca em reprodução sexuada e trabalho.
Sem embargo, já na queda ou expulsão do Jardim do Éden, o ser humano perde a imortalidade e o alimento abundante, devendo trabalhar para sobreviver, bem assim reproduzir-se sexuadamente para se multiplicar e, destarte, evitar a extinção da espécie.
Todavia, o trabalho divide os seres humanos em classes sociais distintas e antagônicas, enquanto a reprodução sexuada une os seres humanos ao entrelaçar as famílias.
Mas é mister ainda coadunar o tamanho da população com o volume de trabalho, algo a ser alcançado em um modo de produção vindouro, ou sociedade futura, despojado de divisão em classes sociais antagônicas, de tal sorte que, por ora, a repressão da libido ainda é o meio mais arcaico e difuso de controlar a explosão demográfica e o resultante descompasso entre tamanho da população e volume de trabalho, enquanto o controle estatal de natalidade, para fins de planificação econômica, ainda não pode ser plenamente aplicado e desenvolvido.
Por isso, a reprodução sexuada ou, mais especificamente, o desejo sexual é visto religiosamente, de certa forma, como pecado original e deve ser, em certa medida, reprimido.
Hipóteses sub judice.
por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA.
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