Karl Marx tinha razão ao preconizar que o salário paga somente uma cesta de produtos necessários à produção e reprodução do trabalhador, mas esqueceu-se de acrescentar que a força de trabalho enquanto mercadoria não exibe valor, ao menos no início do capitalismo, pois não é fruto do trabalho, mas da violência que separa a classe trabalhadora da propriedade dos meios de produção, sendo certo que a reprodução sexuada e os cuidados com a prole no âmbito da família produzem o ser humano, mas não a força de trabalho, eis que esta é um fruto histórico da mencionada separação entre trabalhador e meios de produção.
A força de trabalho somente adquire valor, ou seja, somente é produzida pelo trabalho humano com o advento da hodierna revolução digital e o predomínio do trabalho eminentemente intelectual, cuja produção demanda o trabalho dos professores no sistema educacional.
Hipóteses sub judice.
por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA.
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