Aduzimos aqui algumas formas assumidas pela mais-valia sob prisma microeconômico, a saber, sob prisma do capital individualmente considerado, mas é de rigor estabelecer uma investigação da forma macroeconômica ou social da mais-valia, a saber.
Sem embargo, a unidade da força de trabalho, ou a força de trabalho individualmente considerada, como vimos, não encerra valor por não ser fruto do trabalho, mas exibe um custo consistente no valor dos produtos necessários à sua produção e reprodução, custo este que é deduzido do valor produzido pelo trabalhador para que se obtenha a mais-valia absoluta.
No entanto, a força de trabalho socialmente considerada é produzida, nos pródromos do capitalismo, pela violência estatal que dissocia meios de produção e trabalhadores, separação esta que precisa ser reproduzida diariamente por meio das forças públicas mantenedoras do status quo.
Nesse caso, a força de trabalho socialmente considerada ainda não encerra valor, mas custo, que é socialmente repartido pela carga tributária, a qual, em última instância, é suportada pela classe trabalhadora, que tudo produz.
Mas, no capitalismo avançado, a força de trabalho é socialmente produzida pelo sistema educacional para produção de software, e nesse sentido encerra valor pois é produzida pelo trabalho dos professores, de tal sorte que a mais-valia, agora em sua acepção social, consiste na diferença entre o tempo médio de formação escolar e o tempo médio de vida laboral dos trabalhadores.
A taxa da mais-valia social, por seu turno, consiste em tal diferença dividida pelo tempo médio de formação escolar.
Hipóteses sub judice, a refinar.
Por Luís Fernando Franco Martins Ferreira.
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