No livro primeiro de O Capital de Karl Marx, o dinheiro é sinônimo de circulação de mercadorias, mas esse autor não investigou como a burguesia comercial antediluviana lucrava com as diferenças de preços das mercadorias, especialmente no antigo sistema colonial, o qual foi dissecado por Fernando Novais.
Com o advento do capital propriamente dito, isto é, a inserção do dinheiro na produção direta das mercadorias, exsurge o problema do declínio tendencial da taxa de lucro, sendo possível que a aceleração da circulação de capital contraponha-se a tal declínio, mediante redução dos faux frais desse processo de circulação de capital, bem assim o aumento da massa de lucro auferida em dado lapso temporal.
As informações sobre produção e consumo representam item essencial para esta aceleração da circulação de capital, máxime para alocação de recursos pelo capital financeiro, o que pode ter estimulado a revolução digital ou microeletrônica hodierna, pois a aceleração da prospecção de informações sobre produção e consumo econômicos parece acelerar a circulação de capital.
De outro bordo, as melhorias nas comunicações e, portanto, também na difusão das informações pelas telecomunicações, máxime pela internet, substituem em grande medida as necessidades de deslocamento físico de pessoas e mercadorias, em detrimento do setor econômico dos transportes, verbi gratia, o que se manifesta, por exemplo, na decadência do Cinturão da Ferrugem nos Estados Unidos da América, que foi substituído pelo Vale do Silício como locomotiva econômica daquele país.
Hipóteses sub judice.
Maurício Barbara, destacado intelectual do Núcleo de Estudos do Capital, é doutorando em economia pela UFBA.
Por Luís Fernando Franco Martins Ferreira, historiador.
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