Parece lícito aventar, com efeito, que a produção e reprodução da vida material humana bifurca-se em dois segmentos complementares, a saber: pela reprodução sexuada, preserva-se a espécie humana e, pelo trabalho, pereniza-se o modo de produção, sendo certo que, se este último foi dissecado por Karl Marx, a noção de espécie biológica foi investigada em profundidade por Charles Darwin.
Mas a continuidade do modo de produção capitalista, especificamente, bifurca-se, por seu turno, em classes sociais distintas e antagônicas, representadas pelo trabalho (proletariado) e pelo capital (burguesia), de tal sorte que o movimento diacrônico de preservação temporal deste modo de produção é garantido dialética e precisamente pela interação entre tais classes opostas.
De forma simétrica, a preservação da espécie humana pela reprodução sexuada bifurca-se em gêneros ou sexos opostos, a saber, o feminino e o masculino, cabendo destacar ainda que o movimento diacrônico de continuidade temporal desta espécie é garantido dialeticamente pela interação entre tais gêneros feminino e masculino.
Todavia, as evidências empíricas mostram que a reprodução das espécies conduz, dialeticamente, ao surgimento de novas e mais complexas espécies, numa alteração qualitativa percucientemente investigada por Charles Darwin.
Simetricamente, ainda, as evidências empíricas também mostram que os distintos modos de produção sucedem-se na história, de tal forma que é previsível e esperado que o modo capitalista de produção seja dialeticamente superado por outro, qualitativamente distinto e superior.
por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA, historiador.
Seria possível incluir entre as razões da reprodução humana o consumo? Talvez a mais importante função humana numa equação onde o trabalho vivo se reduz a parcelas cada vez menores da mais valia extraída da classe trabalhadora, sem esquecer que uma parcela significativa destes consumidores que acreditam que trabalham mas na realidade são proprietários e vivem a gerações da expropriação e do escravismo de seus antepassados. Mas não vou excluir aqui a classe trabalhadora consumidora aliada ao capitalismo central, mal acostumada pela social democracia em acreditar que o seu país é resultado de seu trabalho, e não dos royalties e extração de madeira s valia das multinacionais ao redor do mundo.
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