segunda-feira, 20 de julho de 2015

Geopolítica:

Acordo nuclear com o Irã teve um "empurrãozinho" da questão do Petróleo 



Como é sabido, a questão do choque de preços do petróleo no mercado mundial nos últimos 3 anos levou o mundo à um outro patamar de distribuição das divisas geradas pela relação exportação/importação. Isso tudo devido, principalmente, ao desenvolvimento de novas tecnologias (petróleo de xisto) e de técnicas de extração (exploração em águas profundas, pré-sal). Com a entrada pesada dos Estados Unidos no mercado de exportação os preços caíram drasticamente. Esse "jogo" dos estadunisenses cumpriu a tarefa de atingir em cheio Brasil, Venezuela e Rússia mas, por tabela, derrubou também a Arábia Saudita. Os sauditas, por sua vez, toparam o jogo e deixaram cair ainda mais o preço, diminuindo a margem de lucro das indústrias de shale, que têm custos maiores. O troco veio agora, com o acordo Irã. Veja abaixo o que publica um jornal russo: (http://br.rbth.com/politica/2015/07/16/acordo_nuclear_com_ira_tem_pros_e_contras_para_a_russia_31051.html)



"Em meio a possíveis consequências econômicas do levantamento das sanções contra o Irã, discute-se sobretudo a possibilidade de queda no preço do petróleo – principal produto de exportação da Rússia – depois que o mercado for inundado por petróleo iraniano. 

“Se olharmos para a questão sob um ponto de vista puramente pragmático, é claro que o aparecimento de petróleo iraniano é desvantajoso para a Rússia, já que o Irã será um concorrente de peso no mercado do petróleo”, diz Radjab Safarov, diretor do Centro Russo de Estudos Modernos sobre o Irã.
Segundo Safarov, dentro de seis meses, o Irã será capaz de comercializar de 1 a 1,5 milhão de barris de petróleo por dia. No entanto, o especialista acredita que as consequências negativas para a Rússia terão curta duração. 

“A produção de petróleo é controlada principalmente pela Opep [Organização dos Países Exportadores de Petróleo], e Teerã vai reassumir sua cota dentro do volume geral da organização da produção”, explica. A cota iraniana havia sido repassada à Arábia Saudita, após a introdução das sanções ocidentais contra o Irã. “Com isso, os saudistas terão reduzir sua produção.”""

 Carlos Cesar Felix

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