Aristóteles era considerado por Karl Marx (o "velho Nick", como era conhecido em certos círculos) como o maior gênio da Antiguidade, e disso não discordo.
O filósofo grego asseverava que o coração é o centro do pensamento e das paixões, enquanto o cérebro fica relegado a refrigerador do sangue.
Descartes inverteu essa relação entre coração e cérebro, ao postular que a mente reside mesmo é no cérebro, enquanto o coração é reduzido a bomba hidráulica.
Hodiernamente, tal relação vem sendo reavaliada pela neurociência, pois o coração encerra um sistema nervoso intrínseco, frequentemente denominado "pequeno cérebro cardíaco", com dezenas de milhares de neurônios aptos a influenciar o cérebro por vias neurais, hormonais e eletromagnéticas.
Posso conceder o meu relato pessoal: numa recente crise psicótica aguda, em que acreditava que a água benta de minha mãe era veneno, percebi batimentos cardíacos estranhos, enquanto desde a introdução, no meu caso, de medicamento para hipertensão arterial, tenho vivido calmaria que não sentia há décadas, com desaceleração tanto do coração quanto da mente.
Sim, o faro do velho Nick encontrou o faro do gênio aristotélico.
por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA, historiador.
Certo, mas lembremos também dos cerca de 500 milhões de neurônios do intestino
ResponderExcluirExatamente Serginho
Excluir