Supondo um contexto social em que a propriedade coletiva estatal mundial dos meios de produção seja dada, o problema da planificação econômica descentralizada, consoante já preconizado neste portal eletrônico, deixará um jaez econômico e social para exibir uma natureza estritamente física, eis que, resolvido o problema da circulação de capital pela tendência dos valores das mercadorias em geral à nulidade, e com ele as crises de superprodução descobertas por Rosa Luxemburgo, quedará atuante o problema físico de fluxo material e energético com o mínimo de dissipação e desperdício, com resultar oportuna e conveniente a teoria de Nicholas Georgescu-Roegen veiculada em sua obra intitulada "A lei da entropia e o processo econômico".
Ademais, parece defensável que tal planificação econômica descentralizada, em que um algoritmo central de coadunação entre oferta e demanda econômicas é alimentado em tempo real por informações eletrônicas online de produção e consumo por todos os agentes econômicos envolvidos, seja lastreada matematicamente na moderna teoria do transporte ótimo, inaugurada por Monge-Ampère e atualmente desenvolvida por nomes como Cédric Villani e Alessio Figalli.
Hipóteses sub judice.
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