quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

CONJECTURAS SOBRE INFLAÇÃO, por Luís Fernando Franco Martins Ferreira.

A inexorável tendência à anulação dos valores unitários das mercadorias pelo aumento da força produtiva do trabalho, no modo de produção capitalista, encerra como óbice intransponível o fenômeno da inflação, de tal sorte que, neste modo de produção, o problema econômico não pode ser superado pelo problema meramente físico de fluxo material e energético, que poderia ser resolvido, nos moldes que vêm sendo aqui ventilados, por um modelo de planificação descentralizada lastreada provavelmente na teoria matemática do transporte ótimo, com resultante minimização dos desperdícios derivados da dissipação entrópica. 

Mas a inflação parece decorrer do descompasso entre oferta e demanda resultante do trabalho improdutivo ínsito aos setores comercial, financeiro, estatal e de serviços da economia, que geram demanda sem contrapartida em produtos efetivos e reais para o consumo.

Destarte, os efeitos da superprodução capitalista nos moldes aventados por Rosa Luxemburgo, que deveriam encerrar efeito compressor e redutor dos preços, são anulados e superados pelo fenômeno inflacionário. 

No contexto comunista de propriedade coletiva estatal mundial dos meios de produção, tal trabalho dito improdutivo será canalizado para os serviços de informação sobre produção e consumo, pelos agentes econômicos envolvidos, a serem prestadas ao algoritmo central que coadunará oferta e demanda.  

Hipóteses e conjecturas sub judice.

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