domingo, 8 de fevereiro de 2026

REFLEXÕES

A relação de produção, ou de propriedade, consubstanciada na forma-mercadoria pressupõe a contradição entre seu valor de troca e seu valor de uso, de que resulta a contradição entre o processo de produção e o processo de circulação de capital e, via oblíqua, entre valor e preço das mercadorias.  

Mas o desenvolvimento inexorável das forças produtivas no curso do tempo histórico promove a tendência à anulação do valor de troca da mercadoria unitária, de que resulta a anulação da própria forma-mercadoria e sua correspondente relação de produção ou de propriedade. 

Com isso, temos a dissolução da oposição entre produção e circulação de capital, bem assim a resolução do falso problema da transformação de valor em preços de produção, veiculado no livro terceiro de O Capital de Karl Marx.

O modo de produção resultante dessa superação da forma-mercadoria, e portanto também do capital, legará como problema social a ser resolvido, tão somente, a otimização dos fluxos material e energético, porquanto superadas as contradições ínsitas ao modo capitalista de produção acima delineadas. 

Tal otimização deverá ser resolvida por aquilo que venho aqui denominando planificação econômica descentralizada, e o trabalho deverá ser substituído pelos serviços de prestação de informações sobre produção e consumo ao algoritmo central incumbido dessa forma de planificação.   

Hipóteses sub judice





por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA. 

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