terça-feira, 21 de julho de 2026

RENASCIMENTO

O ápice da cultura humana em geral e da literatura em particular parece fincar raízes na época do Renascimento europeu, durante os estertores da Idade Média e pródromos da Idade Moderna, quando emergem autores da magnitude de Shakespeare e Cervantes.


Sem embargo, cuida-se do momento histórico da completa emancipação do aspecto abstrato da mercadoria no dinheiro, ou circulação de mercadorias, quando uma razão heterônoma e alienada passa definitivamente a governar o mundo e a observá-lo desde uma perspectiva de fora do universo da reprodução sexuada demasiado humana, concluindo um movimento cultural encetado pelo filósofo Sócrates na Grécia Antiga.


Na literatura, tal razão forânea expressa-se na superfetação consistente na literatura que se dobra sobre si própria e pensa de maneira metalinguística, numa literatura sobre literatura.


São os primeiros balbucios do racionalismo filosófico e cultural em geral que, de certa forma, corrompe o jaez humano, demasiado humano, por submeter os seres humanos a desígnios que lhes são estranhos e alienados, esse racionalismo tão duramente criticado por autores como Friedrich Nietzsche e outros.


Hipóteses sub judice.










Por Luís Fernando Franco Martins Ferreira.

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