domingo, 15 de fevereiro de 2026

BUKHARIN CONTRA BÖHM-BAWERK NOS CEM ANOS DA MECÂNICA QUÂNTICA (em homenagem ao grande físico e camarada OLIVAL FREIRE JÚNIOR)

Surgiram críticas acerbas contra a analogia que procurei estabelecer, no texto imediatamente precedente publicado neste portal eletrônico, entre a ciência da física e as ciências sociais e econômicas, particularmente quanto ao paralelo entre liberdade individual e aleatoriedade quântica, transposição esta que alguns consideraram indevida.

Não estou completamente convencido da idoneidade teórica de tais críticas, mas gostaria de suscitar algumas outras questões, tais como:

A aleatoriedade da física quântica não seria, na verdade, manifestação de uma complexidade que ainda não somos capazes de compreender suficientemente?

Albert Einstein não estaria certo ao duvidar de tal aleatoriedade, defendendo o determinismo na física?

Tais questões, evidentemente, também se apresentam nas ciências econômicas, a teor, verbi gratia, do debate entre o marxismo e a escola austríaca, no início do século passado (época em que também nascia a mecânica quântica), notadamente entre Nikolai Bukharin e Eugen von Böhm-Bawerk, em que o primeiro advogava o determinismo econômico e o segundo preconizava a liberdade individual como fundamentos de suas respectivas tradições teóricas. 

Hodiernamente, o trabalho do neurocientista Robert Sapolsky, máxime na sua obra intitulada "Determinados", parece dar razão ao determinismo econômico de extração marxista, em detrimento do livre-arbítrio individual que escora a escola austríaca. 

Hipóteses sub judice





por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA.   

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