De proêmio, a mercadoria encerra valor de uso (tese), mas, precisamente por isso, também encerra valor de troca (antítese), que é determinado pelo tempo de trabalho humano socialmente necessário à produção dessa mercadoria.
Tal contradição entre valor de uso (tese) e valor de troca (antítese) produz uma síntese no dinheiro, que é o valor de troca autonomizado e concretizado como moeda em metal precioso, ou em ouro, para simplificar.
Mas o dinheiro também encerra a contradição entre seu valor de troca (tese, ou tempo de trabalho humano necessário à produção do ouro) e seu valor de uso (antítese, ou a capacidade de servir como equivalente geral na circulação de mercadorias).
A síntese da contradição ínsita ao dinheiro consiste precisamente no capital, que seria a generalização do equivalente geral, agora capaz de convolar o próprio trabalho humano, isto é, a própria fonte do valor, em mercadoria, a saber, a mercadoria consubstanciada na força de trabalho.
Hipóteses sub judice, a desenvolver e refinar.
por LUÍS FERNANDO FRANCO MARTINS FERREIRA.
Nenhum comentário:
Postar um comentário